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Djokovic se vê cada vez mais perto do nível desejado
09/05/2022 às 15h17

Roma (Itália) - Embora ainda não tenha conquistado um título sequer na temporada, algo que não acontece desde 2018, quando foi vencer seu primeiro torneio apenas em Wimbledon, o sérvio Novak Djokovic acredita estar em uma crescente. O número 1 do mundo saiu positivo de Madri, onde foi até as semifinais, e espera continuar melhorando para ir mais longe agora no Masters 1000 de Roma.

“A cada semana estou mais perto do nível desejado. Em Madri, apesar de ter perdido nas semifinais, acho que joguei muito bem o tênis, estava 100% fisicamente mesmo depois de três horas e meia de jogo contra Alcaraz. Eu me recuperei bem no dia seguinte, o que é um passo muito positivo e encorajador olhando para Roma”, comentou Djokovic, que estreará no Foro Itálico contra o russo Aslan Karatsev.

“Claro que o grande objetivo é Paris e acho que estou na direção certa. Sei que posso jogar melhor e sou muito autocrítico sobre o que faço em quadra. Ao mesmo tempo sou realista, tenho consciência de que neste momento o nível do tênis está muito alto. Espero mantê-lo ao longo desta semana para conseguir ir longe no torneio. Quero chegar a Paris bem preparado”, acrescentou o líder do ranking.

Djokovic destacou a forte chave que terá pela frente em Roma e lamentou a ausência do suíço Roger Federer. “Roger é provavelmente o único grande nome que falta”, comentou o tenista de Belgrado. Além do ex-número 1 do mundo, outro desfalque para a competição será do espanhol Carlos Alcaraz, que foi justamente o algoz de ‘Nole’ na semana passada em Madri.

“Tenho certeza de que haverá muitos encontros interessantes com Carlos, em diferentes superfícies. Ele coloca muita energia na quadra, o que é bom de ver e por isso que as pessoas o procuram e o seguem de perto. Ele não estará aqui esta semana, mas é normal que eu queira ter algum tempo de recuperação depois de dois meses muito intensos, acho que foi uma boa decisão. Em Roland Garros será um dos principais favoritos”, afirmou Djokovic.

O sérvio preferiu não fazer comparações ao falar de Alcaraz. “Acho que cada jogador é autêntico e especial. Carlos é especial, está quebrando muitos recordes na adolescência, ganhou dois Masters 1000 este ano e um par de ATP 500. Ele é o melhor jogador do mundo até agora, sem dúvida, basta olhar seus resultados este ano”, observou o número 1 do mundo.

“A maneira como está lidando com a pressão, como vimos na nossa partida há alguns dias, foi impressionante. Merecia ganhar o troféu. Todo o seu jogo é impressionante, é um jogador muito completo, pode jogar no ataque ou na defesa, é ótimo para o tênis que alguém tão jovem já tenha ousadia para desafiar os melhores do mundo e ganhar grandes troféus. Mas o melhor é que fora de quadra é alguém humilde e agradável. Desejo-lhe tudo de melhor”, finalizou.

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