Notícias | Dia a dia
Jabeur e Pegula lutam por maior título da carreira
06/05/2022 às 21h14

Pegula e Jabeur chegam à final de um WTA 1000 pela primeira vez

Foto: Mutua Madrid Open
Mário Sérgio Cruz

Madri (Espanha) - A decisão do WTA 1000 de Madri vale o maior título da carreira para Ons Jabeur e Jessica Pegula. Elas disputam a final do torneio em quadras de saibro na capital espanhola a partir das 13h30 (de Brasília) deste sábado. Em quatro duelos anteriores, cada uma venceu duas vezes, sendo que a tunisiana levou a melhor nos encontros mais recentes, em Chicago no ano passado e em Dubai neste ano.

Cada uma das finalistas de Madri tem um título de WTA 250 na carreira. Jabeur, de 27 anos, foi campeã na grama de Birmingham no ano passado. A atual número 10 do mundo disputará sua sexta final na carreira e a segunda na temporada. Há quatro semanas, ficou com o vice em Charleston. Já Pegula está com 28 anos, ganhou o WTA de Washington em 2019, e vai para sua quarta final.

Primeira mulher árabe a vencer um torneio da WTA e também a primeira a alcançar o top 10, Jabeur é a atual número 10 do mundo, estando a três posições de seu melhor ranking da carreira. A tunisiana já está ganhando duas posições e pode ultrapassar a campeã do ano passado, Aryna Sabalenka, em caso de título. Por sua vez, Pegula está ganhando três posições e pode entrar no top 10 se vencer a final em Madri.

Jabeur mira o top 5 e quer títulos grandes
Ao longo do torneio, Jabeur precisou vencer adversárias contra quem tinha histórico negativo. Eram os caos de Belinda Bencic nas oitavas, Simona Halep nas quartas e Ekaterina Alexandrova na semi. A tunisiana tem dito com frequência que busca o top 5 e títulos importantes no circuito e não quer deixar a chance escapar em Madri, ainda mais depois de tantas derrotas em finais.

"Eu quero muito ganhar essa final. Vou colocar meu coração em quadra e usar os meu drop-shots favoritos e meus forehands. Vou apenas dar o meu melhor e me preparar da melhor forma para esta final. Espero manter o nível que estou a jogando", comentou a tunsiana. "Gosto de ver este torneio como um bom teste para mim, porque estava tentando saber o que deveria fazer a cada partida".

"Nas primeiras partidas, eu não joguei muito bem, mas estava aprendendo a vencer mesmo quando jogava mal. Depois eu tive que enfrentar a Simona, e é difícil jogar com ela. Como eu disse, era um teste obrigatório para eu passar. Estou continuando a me testar. Disse que queria ser uma top 5 e ganhar títulos, aqui estou. É contra essas jogadoras que eu preciso jogar. Espero que o próximo desafio, o próximo teste, determine se eu mereço o título ou não".

Pegula salvou match-point na estreia e busca o top 10
Jessica Pegula é outra jogadora que vem de bons resultados nos últimos meses. Ela disputou sua terceira semifinal de WTA 1000, depois de Montréal no ano passado e Miami este ano, além de também ter alcançado as quartas do Australian Open. A norte-americana salvou um match-point na estreia contra Camila Giorgi e depois passou por Kaia Kanepi, Bianca Andreescu, Sara Sorribes e venceu a semifinal contra a canhota suíça Jil Teichmann.

"Eu sabia que estava próxima do top 10. Para chegar lá, você precisa ir muito bem nos torneios grandes e conquistar títulos. Estou feliz por ter chegado à final. É a minha primeira final de WTA 1000. Estou muito orgulhosa de mim mesma, porque estava batendo na porta há algum tempo", disse Pegula logo após a vitória na semi. Ela não disputa uma final de WTA desde janeiro de janeiro de 2020 em Auckland.

"Obviamente, na primeira partida, eu não estava jogando muito bem e tinha uma adversária difícil, mas depois de superar a estreia, estou me sentindo cada vez melhor", comentou a norte-americana, que também projetou o duelo com Jabeur. "Acho que nós duas teremos um pouco de pressão, porque é a nossa primeira final de WTA 1000. Ela é uma lutadora e joga um tênis incrível, além de ser uma ótima pessoa. Amo conversar com ela nos vestiários. Acho que nós duas merecemos estar aqui e espero que possamos entregar um grande espetáculo para os fãs".

Relembre os confrontos entre Jabeur e Pegula no circuito.

2022 - WTA 500 de Dubai (sintético) - oitavas - Ons Jabeur, 6/3 6/1
2021 - WTA 500 de Chicago (sintético) - oitavas - Ons Jabeur, 1/6 6/2 6/3
2021 - WTA 1000 de Montréal (sintético) - quartas - Jessica Pegula, 1/6 7/6(4) 6/0
2018 - WTA 250 de Québec (sintético e coberto) - oitavas - Jessica Pegula, 7/6(3) 6/4

Comentários
Loja - camisetas
Suzana Silva