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Bublik diz que não se discute problema com russos
29/04/2022 às 09h59

Madri (Espanha) - Nascido na cidade russa de Gatchina, Alexander Bublik defende o Cazaquistão desde 2017 e não será prejudicado pela decisão de Wimbledon, que resolveu vetar atletas russos e bielorrussos da edição de 2020 do torneio. O atual 32 do mundo lamentou o ocorrido, mas disse entender a posição dos organizadores do Grand Slam britânico.

“Não quero julgar se está certo ou errado, mas ficarei feliz em dizer o que penso sobre o assunto. É uma decisão do governo e dos organizadores, eles têm o direito de fazer isso. Para mim, o esporte também é uma distração da vida normal e nenhum esporte deve se misturar demais com política.”, disse o jogador de 24 anos com exclusividade ao Eurosport .

“Trata-se de se sentir confortável com uma cerveja na frente da TV e seguir seu jogador ou time favorito. É uma grande pena para os fãs que isso agora seja limitado”, afirmou Bublik, que revela que ele e seus colegas de circuito não estão discutindo a proibição. "Você acha que estamos conversando, mas digo que não estou falando com ninguém”, contou o cazaque.

Bublik explica que teve apenas algumas conversas bem breves sobre o assunto. “O tênis é um esporte individual. Não estamos trocando ideias agora sobre a decisão que Wimbledon tomou”, afirmou o tenista nascido na Rússia mas com as ligações cortadas desde 2017.

“Não tenho mais passaporte russo, porque duas cidadanias não são permitidas. Não tenho nenhuma ligação com a federação de tênis da Rússia. Sou cazaque e jogo pelo país há quase seis anos. Tenho orgulho de representar o Cazaquistão na Copa Davis, nos Jogos Asiáticos ou nos Jogos Olímpicos”, finalizou Bublik.

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