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Em Stuttgart, Swiatek dá folga a técnico e psicóloga
22/04/2022 às 19h37

A número 1 do mundo viajou para o torneio acompanhada do pai e do preparador físico

Foto: Jimmie48/WTA

Stuttgart (Alemanha) - Líder do ranking mundial e invicta há 21 jogos no circuito, Iga Swiatek adotou uma postura diferente a respeito de sua equipe de trabalho durante o WTA 500 de Stuttgart. Ela foi para o torneio alemão sem o técnico Tomasz Wiktorowski e a psicóloga Daria Abramowicz e está acompanhada apenas do pai, Tomasz Swiatek, e do preparador físico Maciej Ryszczuk. A polonesa não é a única jogadora de primeira linha a adotar essa estratégia, já que a tcheca Petra Kvitova costuma fazer o mesmo em algumas semanas da temporada.

"Eu queria ter o meu pai comigo em alguns torneios e ele estará em alguns torneios aqui na Euorpa. Não tive a oportunidade de viajar muito com ele, porque com a Covid eu só ficava com o meu time e tinha muitas restrições. E em 2019, quando estava com pouco dinheiro, seria mais inteligente viajar com o treinador", comentou Swiatek, que já está na semifinal do torneio desta semana.

"Agora eu sinto que posso levar a minha família comigo para o circuito. Fico feliz por ele poder me ver jogar e espero jogar tão bem quanto nos últimos torneios. Ele queria ter ido para Miami e quando eu ganhei o torneio, me disse: 'Viu? Eu deveria ter ido', mas depois ficou pensando se eu venceria o torneio se ele estivesse lá", acrescentou a polonesa de 20 anos, que vem de títulos nos três primeiros WTA 1000 da temporada, em Doha, Indian Wells e Miami.

Swiatek superou nesta sexta-feira a britânica Emma Raducanu, atual campeã do US Open e número 12 do mundo, por duplo 6/4. Foi um confronto mais equilibrado em relação a outros que ela teve nas últimas semanas, em que sets vencidos por 6/0 e 6/1 foram bastante frequentes. Além da invencibilidade, a polonesa não perde um set desde Indian Wells, tendo vencido os últimos 28 que disputou. "Fico feliz porque a partida de hoje tenha sido um pouco mais longa, porque preciso aproveitar cada minuto nessa quadra. As condições aqui são difíceis e é importante ter mais experiência, não só para agora, mas também para o futuro".

"É claro que os resultados me trazem confiança e estou muito feliz por ter sido consistente e não deixar as minhas adversárias fazerem o jogo delas. Mas o que importa é o desempenho, e não o placar. Se eu ficar pensando em não ceder games ou algo assim, posso perder o foco na partida", explicou a número 1 do mundo. "Eu jogo o meu melhor tênis quando nem sei qual é o placar. Se eu ficar pensando no resultado, eu já tento voltar: 'Iga, volte para o que é importante'. É no desempenho que eu quero focar, então eu nem me importo com os placares. Não estou acostumada a placares assim, essa é mais uma experiência nova e é algo que eu preciso lidar. Sinto que tenho ainda mais trabalho a fazer".

Duelo com Samsonova na semifinal deste sábado
Em busca de uma vaga na final de Stuttgart, Swiatek enfrentará a 31ª do ranking Liudmila Samsonova, que já eliminou duas campeãs do torneio, Karolina Pliskova nas oitavas e Laura Siegemund nas quartas. A semifinal será às 11h (de Brasília) deste sábado. E quem vencer encara Paula Badosa ou Aryna Sabalenka, que abrem a rodada a partir das 9h.

"Eu a conheço desde o circuito juvenil, acho que ela é dois anos mais velha do que eu, mas nós jogávamos os mesmos torneios. Acompanhei os resultados do torneio e é incrível o que ela está fazendo. Está ficando cada vez mais confiante e subindo no ranking. Preciso me preparar taticamente para o jogo de amanhã e, com certeza, estarei muito focada no meu tênis e nos meus objetivos".

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