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ATP e WTA contestam decisão unilateral de Wimbledon
20/04/2022 às 16h20

Londres (Inglaterra) - Horas depois de a direção do torneio de Wimbledon informar que os jogadores da Rússia e de Belarus não poderão disputar o terceiro Grand Slam da temporada, além de a Lawn Tennis Association (LTA) estender a medida para os demais torneios da temporada de grama realizados no Reino Unido, a ATP e a WTA se manifestaram contestando a decisão unilateral tomada pelas autoridades britânicas.

"Condenamos veementemente a invasão da Ucrânia pela Rússia e nos solidarizamos com os milhões de pessoas inocentes afetadas pela guerra em curso", diz a nota da ATP. "Nosso esporte se orgulha de operar nos princípios fundamentais de mérito e justiça, onde os jogadores competem como indivíduos para ganhar seu lugar em torneios baseados no ranking".

"Acreditamos que a decisão unilateral de hoje de Wimbledon e da LTA de excluir jogadores da Rússia e de Belarus da temporada de grama deste ano é injusta e tem o potencial de estabelecer um precedente prejudicial para o esporte. A discriminação com base na nacionalidade também constitui uma violação do nosso acordo com Wimbledon, que afirma que a entrada do jogador é baseada exclusivamente no Ranking ATP. Qualquer ação em resposta a esta decisão será agora avaliada em consulta com nosso Conselho e Conselhos de Membros", acrescentou a associação que organiza o circuito masculino.

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"É importante destacar que os jogadores da Rússia e de Belarus continuarão a poder competir nos eventos da ATP sob bandeira neutra, posição que até agora era compartilhada por todo o tênis profissional. Paralelamente, continuaremos nosso apoio humanitário conjunto à Ucrânia sob o projeto Tennis Plays for Peace", complementou a entidade.

O comunicado da WTA seguiu o mesmo tom. "A WTA condena veementemente as ações que foram tomadas pela Rússia e sua invasão ao território da Ucrânia. Continuamos nossos esforços de ajuda humanitária para apoiar a Ucrânia por meio do Tennis Plays for Peace".

"No entanto, estamos muito desapontados com o anúncio de hoje da AELTC e da LTA de proibir atletas individuais da Rússia e de Belarus de competir nos próximos eventos de grama no Reino Unido. Um princípio fundamental da WTA é que atletas individuais podem participar de eventos profissionais de tênis com base no mérito e sem qualquer forma de discriminação. Esse princípio está expressamente estabelecido em nossas regras e foi acordado tanto pela AELTC quanto pela LTA. As proibições contra a discriminação também estão claramente expressas em suas próprias regras e nas regras do Grand Slam", diz a associação feminina.

Como a WTA tem afirmado consistentemente, as atletas individuais não devem ser penalizadas ou impedidas de competir devido à sua origem ou às decisões tomadas pelos governos de seus países. A decisão de focalizar tal discriminação contra atletas que competem por conta própria não é justa nem justificada. A WTA continuará a aplicar suas regras para rejeitar a discriminação e garantir que todas as atletas possam competir em nossos eventos do Tour, caso se qualifiquem para isso, uma posição que até o anúncio de hoje era compartilhada por todo o tênis profissional. A WTA avaliará seus próximos passos e quais ações podem ser tomadas em relação a essas decisões".

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