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Após tentativa de retorno, Clijsters decide parar
12/04/2022 às 16h32

Clijsters disputou cinco torneios em sua tentativa de retorno às competições

Foto: Arquivo

Nova Jersey (EUA) - Depois de algumas tentativas de retornar ao circuito profissional nos últimos anos, Kim Clijsters decidiu que é mesmo a hora de parar. A belga de 38 anos e ex-número 1 do mundo anunciou nesta terça-feira sua aposentadoria definitiva do circuito, reiterando a prioridade para sua família.

Clijsters ficou sem competir profissionalmente entre o US Open de 2012 e o WTA de Dubai de 2020. Semanas depois, ela também jogou em Monterrey. Veio, então, a pandemia, e com isso a belga só voltaria a atuar no US Open do mesmo ano. Já na temporada passada, sofrendo com algumas lesões, só conseguiu jogar os torneios de Chicago e Indian Wells. Nesses cinco eventos, não conseguiu vitórias.

Em sua vitoriosa carreira, Clijsters conquistou quatro Grand Slam em simples. Foram três títulos do US Open em 2005, 2009 e 2010, além do Australian Open de 2011. Os três últimos Slam foram vencidos após o nascimento de sua filha mais velha, Jada, em 2008. Ela ainda tem mais dois filhos, Jack tem oito anos e Blake tem cinco. Na Era Aberta do tênis, apenas três mães já foram campeãs de Grand Slam. As conquistas de Clijsters a colocam ao lado das australianas Evonne Goolagong e Margaret Court. Recentemente, Serena Williams e Victoria Azarenka disputaram finais. 

"Já estava na minha mente há um tempo", disse Clijsters, ao site da WTA. "Ainda gosto de jogar tênis. Na minha agenda de três ou quatro dias são suficientes para manter meu ritmo sob controle. Mas definitivamente não é o suficiente se eu decidir jogar outro torneio. Digamos, se eu escolhesse me despedir na Austrália, seriam três ou quatro semanas viajando. Isso simplesmente não é possível nesta fase da nossa vida familiar. A vida meio que assume o controle".

Clijsters administrou sua academia de tênis, na cidade de Bree, na Bélgica, mas se mudou com a família para os Estados Unidos em 2020. Em sua carreira profissional, acumulou 41 títulos de simples em torneios da WTA e teve um aproveitamento de 80% no circuito, com 523 vitórias e apenas 131 derrotas.

A belga liderou o ranking de simples por oito semanas, a última delas em 2011, e também tem quatro semanas como número 1 de duplas, modalidade em que conquistou mais dois Grand Slam e tem 11 títulos no circuito. Ela acumulou mais de US$ 24 milhões em prêmios em dinheiro e entrou para o Hall da Fama do tênis em 2017.

"Minha paixão pelo tênis nunca vai acabar, não importa o que eu faça", explicou a belga. "Sinto uma necessidade muito grande de retribuir ao tênis, porque ganhei muito com isso.
Sempre tomei decisões de carreira sobre como me sentia na época, e não sobre o que seria bom para minha carreira a longo prazo. Estou feliz como tudo deu certo".

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