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Ferrero conta que Rio Open foi divisor de águas
03/04/2022 às 21h17

Miami (EUA) - Mentor e amigo do jovem compatriota Carlos Alcaraz, que neste domingo se tornou o mais novo campeão da história do Masters 1000 de Miami, o ex-número 1 do mudo Juan Carlos Ferrero chegou de última hora para acompanhar o pupilo na final. Após a conquista do espanhol de apenas 18 anos, ele disse se surpreender por um lado com tudo o que já foi alcançado, mas por outro não.

Há alguns anos, lembro-me de o ver treinar na academia com alguns jogadores mais velhos. Com apenas 16-17 anos, adaptou-se muito bem ao nível de jogo dos outros. Isso significava que ele tinha algo. Desde então, trabalhamos todos os dias. Seu potencial sempre esteve lá. Você só tinha que deixar fluir, para que as coisas continuassem no caminho certo”, relembrou Ferrero.

“Não estou nada surpreso com este nível, mas sim, foi rápido, embora não seja fácil”, complementou o treinador, que também pontuou o divisor de águas nessa maturação precoce de Alcaraz. “Talvez tenha sido no Rio, quando tinha 16 anos e derrotou Albert Ramos. Lembro que naquela época ele sofria muito fisicamente naquelas condições, então percebeu que precisava melhorar. Aquele torneio abriu seus olhos para acreditar que se treinasse duro conseguiria”, falou.

Questionado sobre qual a melhor superfície do pupilo, ele disse não ter certeza. “Falamos sobre isso às vezes, e também não está claro, porque começou a treinar mais em quadras duras há um ano. Ele não havia competido muito. Seu estilo de jogo, indo muito para a frente, subindo para a rede e sendo agressivo, pode se adaptar bem a qualquer tipo de quadra, até na grama”, opinou Ferrero, que já adiantou os próximos passos.

"Voltaremos à Espanha, vamos jogar golfe por alguns dias, relaxar e depois retomaremos o trabalho. Ele acabou de ganhar um Masters 1000 e está crescendo muito rápido. Não faremos nada diferente do que temos feito nos últimos meses. Vamos deixar as coisas fluírem”, disse o treinador, que vai com calma ao pensar nas metas para Alcaraz.

“Neste momento é difícil falar de objetivos ou para onde pode ir. Vamos deixá-lo jogar. Acho que ele é capaz de ter um grande ano e vamos cruzar os dedos nos Grand Slams. Talvez seja o próximo passo, chegar ao final da segunda semana. É fácil perder o foco e as pessoas podem despistá-lo. O próximo passo será em Monte Carlo e daremos tudo de nós, como sempre. Não há outra maneira”, finalizou.

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