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Swiatek amplia série invicta e joga 3ª final seguida
01/04/2022 às 00h44

A polonesa já conquistou os títulos de Doha e Indian Wells na atual temporada

Foto: Miami Open

Miami (EUA) - Vencedora dos dois primeiros torneios desse nível na temporada, em Doha e Indian Wells, Iga Swiatek tem a chance de conquistar mais um título importante em 2022. A polonesa de apenas 20 anos garantiu vaga na final de Miami e chega sem perder sets à decisão do torneio. Swiatek superou nesta quinta-feira a norte-americana Jessica Pegula, 21ª do ranking, por 6/2 e 7/5 em apenas 1h47.

Invicta há 16 jogos e dona de 25 vitórias em 28 jogos na temporada, Swiatek vai assumir a liderança do ranking na próxima segunda-feira. Ela será a nova número 1 do mundo após o anúncio da australiana Ashleigh Barty, que decidiu encerrar a carreira profissional na semana passada, aos 25 anos. A polonesa também tenta ser a primeira jogadora desde Victoria Azarenka em 2016 a vencer Indian Wells e Miami no mesmo ano. Outras duas mulheres conseguiram a façanha, Kim Clijsters e Steffi Graf.

Swiatek já tem cinco títulos no circuito, incluindo Roland Garros em 2020 e mais três WTA 1000. Além das duas conquistas recentes na temporada, ela também foi campeã no saibro de Roma no ano passado. A polonesa também venceu o WTA 500 de Aadelaide, em quadras de piso duro, também na última temporada. Ela disputará no próximo sábado, às 14h (de Brasília) sua sétima final na carreira.

A adversária de Swiatek na decisão de Miami será a japonesa Naomi Osaka, ex-número 1 e atual 77ª do ranking aos 24 anos. Osaka venceu o único duelo anterior entre elas, disputado na temporada de 2019 em Toronto. Osaka tem sete títulos na carreira, incluindo quatro Grand Slam e mais dois WTA 1000, em Indian Wells e Pequim. A japonesa disputará sua 11ª final da carreira e a primeira desde o título do Australian Open em 2021. Pela campanha, está voltando ao 36º lugar e pode ser top 30 se for campeã.

"Estou muito feliz que a Naomi está melhor. Eu sabia que seria uma questão de tempo para ela voltar a esse nível, porque é uma grande tenista. Basicamente, a minha segunda partida em um torneio grande da WTA, quando eu senti que estava chegando de vez ao circuito, foi contra ela", comenta Swiatek, que tinha 18 anos e era 65ª do ranking na época do duelo em Toronto. Osaka já era a número 2. "E mesmo que eu tenha perdido aquele jogo, ela me inspirava a trabalhar mais. Naquela época, a Naomi estava disputando o número 1. Sinto que estou em um nível diferente agora e que podemos competir melhor agora. Estou muito ansiosa por esse jogo".

Superada na semifinal de Miami, Pegula tem como melhor ranking da carreira o 14º lugar e poderia até chegar ao top 10 em caso de título. A norte-americana de 28 anos tem apenas uma conquista no circuito da WTA, no ano de 2019 em Washington, e disputou outras duas finais. Ela tentava alcançar sua quarta final da carreira. Nas oitavas e quartas de final, passou pouco tempo em quadra, por conta das desistências de Anhelina Kalinina e Paula Badosa.

O primeiro set foi de amplo domínio para Swiatek, que não enfrentou break-points, e apenas perdeu sete pontos em seus games de saque. Quando colocou o primeiro serviço em quadra, a polonesa cedeu somente dois pontos. Como já tem sido frequente durante essa série de vitórias, ela foi muito agressiva nas devoluções, especialmente quando a rival dependia do segundo saque. Com isso, venceu 11 pontos em 15 possíveis, abrindo caminho para duas quebras de serviço. No único momento de maior risco, um 40-iguais no 3/2, a polonesa disputou um rali longo e dominou o ponto com o forehand até acertar um winner em cima da linha. Swiatek fez 12 a 8 em winners na parcial.

Já durante o segundo set, a polonesa oscilou um pouco mais, tanto que sofreu três quebras, mas precisou mostrar poder de reação. Por duas vezes, Pegula esteve com uma quebra de vantagem, chegando a liderar por 3/1 e depois por 4/2, mas as jogadoras trocaram quatro quebras seguidas. Mesmo oscilando em seus games de serviço, a polonesa conseguiu buscar o empate ao explorar subidas equivocadas da rival à rede.

Com o placar empatado por 4/4, a futura número 1 do mundo enfim voltou a encaixar um bom game de serviço. Depois, continuou pressionando nas devoluções para conseguir uma nova quebra. Sacando para o jogo, Swiatek disputou ralis longos e apostou no primeiro saque para salvar mais dois break-points. Ela teve duas chances de fechar a partida, mas não aproveitou, permitindo a Pegula empatar o set. Mas logo depois, a polonesa retomou o alto nível de tênis para quebrar de novo com ótimo backhand na paralela. Então, sacou bem melhor no 6/5 para confirmar a vitória.

Ao longo da partida, Swiatek criou 16 chances de quebra e aproveitou seis, contra apenas três quebras de Pegula. A polonesa liderou nos winners por 28 a 15 e cometeu 16 erros não-forçados contra 11 da rival. 

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