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Swiatek muda de patamar e destaca força mental
19/03/2022 às 12h56

A polonesa pode chegar à vice-liderança do ranking em caso de título em Indian Wells

Foto: Jimmie48/WTA

Indian Wells (EUA) - A vitória na semifinal do WTA 1000 de Indian Wells foi simbólica para Iga Swiatek. Esta foi a quarta vez que a polonesa enfrentou Simona Halep, agora com dois triunfos para cada lado, mas a primeira desde que chegou ao top 10 e passou a lidar com o favoritismo e maiores expectativas. A jovem polonesa de 20 anos e número 4 do mundo destaca a força mental enquanto vive uma mudança de patamar no circuito.

"Foi um jogo muito intenso. Acho que realmente físico, porque acho que tivemos os ralis mais longos que joguei aqui. No início tive que me ajustar um pouco ao ritmo da Simona porque ela estava jogando melhor do que minhas adversários nas rodadas anteriores e estou muito orgulhosa por ter feito isso. Mentalmente, eu fui muito forte", disse Swiatek, após a vitória por 7/6 (8-6) e 6/4 em 1h49 de partida.

Swiatek se lembrou dos primeiros jogos que fez contra Halep, uma vitória e uma derrota no saibro de Roland Garros em 2019 e 2020, e também do confronto no Australian Open do ano passado, quando a polonesa já era uma campeã de Slam e perdeu em três sets. "Mesmo quando eu joguei contra ela na Austrália, foi logo depois que eu ganhei Roland Garros, eu ainda me sentia como zebra, sabe? Era só o meu segundo torneio depois de vencer um Grand Slam, então basicamente eu ainda não me sentia como se estivesse no top 10 ou no top 20. Mas agora é um pouco diferente e sinto que tenho muito mais experiência que posso usar. Mas também por outro lado com isso vem um pouco as expectativas. Então, sim, eu queria mostrar o que aprendi".

"Então era uma mentalidade diferente que eu tinha, não sei se era mais fácil lidar com isso ou não. Honestamente, acho que foi um pouco mais difícil, mas também tenho que me acostumar a não ser mais a zebra. Eu senti uma grande diferença porque eu sempre achava que não tinha nada a perder frente a jogadoras como Simona ou Angie [Kerber] ou Caroline [Wozniacki] que eu joguei em Toronto. Mas desta vez foi um pouco diferente. É muito difícil lembrar disso o tempo todo, sabe", comenta a polonesa que vem de 10 vitórias seguidas no circuito e busca o segundo WTA 1000 do ano. Há três semanas, ela foi campeã em Doha.

A jovem tenista também destacou o jogo mais agressivo que tem adotado nesta temporada e o trabalho recém-iniciado com Tomasz Wiktorowski, ex-técnico de Agnieszka Radwanska. "Estou muito feliz por equilibrar a agressividade e o controle. Acho que isso é a coisa mais importante no tênis, porque realmente somos super fortes e podemos bater muito forte na bola, mas temos que escolher os momentos certos. E antes eu não sentia que estava escolhendo os momentos certos. Acho que isso também vem com um pouco de experiência. Então, sim, parece melhor e parece que tenho mais opções e mais habilidades".

"Toda a minha equipe é da Polônia, então é muito conveniente e não há diferenças culturais. É mais fácil de se comunicar. Ele também sabe o que aconteceu depois que eu ganhei Roland Garros e entendeu o hype que estava lá. Foi uma conquista muito grande na Polônia, mas não sei se as pessoas de outros países realmente sentiram esse hype. E acho que é mais fácil para ele entender minha situação, por causa disso. Acho que para eu ter um treinador de outro país, talvez eu tenha que ter mais experiência. Mas eu não quero mudar de treinador, honestamente, então espero que dê certo com Tomasz por muitos anos. Acho que ainda sou muito jovem, então queria ter uma equipe inteira da Polônia".

Em busca de seu quinto título da carreira, Swiatek enfrenta no próximo domingo às 17h (de Brasília) a grega Maria Sakkari, número 6 do mundo. Apesar de Sakkari liderar o histórico por 3 a 1, a polonesa venceu o duelo mais recente em Doha. A partida também será um confronto direto pela vice-liderança do ranking. "Contra a Maria, as partidas são sempre muito físicas. E não sei como vou usar as experiências que tive em Doha porque as condições de lá são bem diferentes. Não sei que mudanças vão ter, porque só posso falar de mim".

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