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Chefe da WTA é contra punir russos e bielorrussos
16/03/2022 às 15h32

Londres (Inglaterra) - Depois que o governo britânico indicou que poderá impedir tenistas russos e bielorrussos de competirem em Wimbledon, o chefe da WTA, Steve Simon, deixou claro que a posição de sua entidade será bem diferente. Ele acredita que as jogadoras não devem ser penalizadas por causa das "decisões de uma liderança autoritária".

"Você nunca sabe o que o futuro pode trazer. Mas posso dizer que nunca proibimos as atletas de participarem de nosso circuito como resultado de posições políticas que os líderes de seus países possam assumir. Então, seria preciso algo muito, muito significativo para que isso mudasse, mas, novamente, não sabemos para onde isso está indo", disse Simon à BBC Sport.

Em resposta à invasão russa na Ucrânia, os conselhos da WTA e da ATP permitiram que tenistas daqueles países seguissem competindo, porém sob bandeira neutra. Eles também suspenderam o evento combinado programado para Moscou em outubro.

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Só que se os governos nacionais começarem a impedir que esses jogadores entrem em seu país, os dois circuitos sabem que não terão muito o que poder fazer, assim como foi com as restrições do coronavírus. "Isso nos forçará a mudar nossa posição, porque obviamente temos que seguir as regras do governo", falou Simon.

“Repito com uma forte certeza: esses atletas individuais não devem ser penalizados pelas decisões de uma liderança autoritária que obviamente está fazendo coisas terríveis e repreensíveis. Os governos podem tomar decisões lhes proibindo de jogar, mas não será algo que apoiamos”, se posicionou o chefe da WTA.

"Esperamos que eles (os governos) se abstenham disso porque acho que há muitos outros problemas juntos com esse. Espero que continuemos com as sanções, continuemos fazendo tudo o que pudermos para obter a paz, mas essas pessoas são vítimas inocentes disso e ficarem impedidas de competir é uma coisa que eu não acho justo”, finalizou Simon.

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