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Opelka diz que ATP é um circo e pede mudanças
12/03/2022 às 09h57

Indian Wells (EUA) - Sempre crítico ao comando da Associação masculina (ATP), o norte-americano Reilly Opelka fez um novo apelo por mudanças radicais na direção da entidade, sugeriu a demissão dos atuais executivos e acha que é necessário colocar mais gente próxima ao tênis nos postos chave. "A ATP continua um circo", disparou em entrevista à revista Tennis.

Segundo o gigante norte-americano, é preciso apostar em gente de maior gabarito e cita o exemplo da NBA, que deu um salto de qualidade desde a chegada de Adam Silver. "Temos de ter alguém como ele, ou que tenha trabalhado com Silver. Infelizmente, é preciso recorrer a alguém de fora do tênis porque a entidade tem trabalhado como um clube masculino", acusa.

Opelka deu como exemplos a queda de premiação no torneio de Acapulco deste ano e na indicação do técnico Dani Vallverdú ao Conselho da ATP. "Como é possível que o ATP mexicano tenha quatro dos top 5 e oferece premiação menor do que em 2019? Eles construíram um estádio novo, lotado todas as noites, mas retrocedeu na premiação. Também tivemos a criação de um novo ATP, em San Diego, e foi indicado Vallverdú como diretor. É um verdadeiro desastre, a ATP segue sendo um circo. Todos os outros grandes esportes estão crescendo, exceto o tênis".

Opelka cita também Andrey Rublev como um jogador muito esforçado e mal remunerado. "O que ele fez no ano passado foi impressionante. Trabalha demais, são seis ou sete horas diárias de treinamento e eu o respeito muito por isso. Mas não está sendo recompensado adequadamente por isso. Massimo Calvelli é hoje o CEO da ATP, mas antes disso era um representante de artigos esportivos que tinha como missão decidir os calçados que Rublev usaria num torneio. Como pôde se tornar dirigente máximo de um dos maiores esportes do mundo?", questiona.

Opelka voltou a criticar Vallverdú e outros nomes que passaram a integrar o Conselho de Jogadores. "Gente como Gavin Forbes, Charles Smith, Herwig Straka são agentes de tenistas ou treinadores, então como podem ser membro do Conselho? E o Conselho dos Jogadores vota para escolher os membros do Conselho geral, então assim funciona o processo, algo que me parece cômico".

Por fim, o norte-americano acha que a solução imediata é a saída do atual presidente Andrea Gaudenzi. "Precisamos de nova liderança e não tenho nada pessoal contra ninguém. Eu fazia as mesmas críticas quando Chris Kermode foi presidente. Ele era treinador em Queen's e de repente virou CEO justamente no momento em que o tênis tinha os três melhores jogadores da história competindo".

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