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Mesmo sem casa cheia, público empurra Brasil na Davis
05/03/2022 às 08h00

Com capacidade para 10 mil espectadores, quadra Maria Esther Bueno recebe por volta de 6 mil

Foto: Marcello Zambrana/ITF
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Embora tenha passado longe da lotação máxima, com por volta de 60% dos ingressos vendidos, a quadra Maria Esther Bueno viu a torcida que compareceu nesta sexta-feira, para o duelo entre Brasil e Alemanha pela fase eliminatória da Copa Davis, fazer bastante barulho e ajudar a empurrar o time da casa rumo ao empate no primeiro dia de confronto.

Com o anel inferior muito cheio, mas o superior bastante vazio, o público fez barulho desde o primeiro jogo, entre Thiago Wild e Alexander Zverev, mas a superioridade do alemão do começo ao fim impediu que o ápice da catarse coletiva tomasse conta do lugar, algo que só veio acontecer mais tarde com Thiago Monteiro.

O canhoto cearense aproveitou a energia do público para derrotar Jan-Lennard Struff e empatar o confronto. Após a partida, ele destacou não apenas o apoio da torcida, mas também o fato de ter conseguido saber comandá-la nos momentos importantes. “É incrível, uma atmosfera diferente com todo mundo gritando seu nome. Não dá para não se arrepiar”, falou Monteiro.

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Como de costume, sempre um ou outro acaba se exaltando um pouco ou fazendo barulho na hora errada, até mesmo em momentos delicados para o Brasil. Na reta final do segundo jogo, houve um sujeito que resolveu provocar o alemão Struff bem quando Monteiro arremessava a bola para executar um segundo serviço.

Bastante barulho entre os serviços germânicos foi uma constante desde o primeiro game de serviço de Zverev. Os árbitros constantemente tiveram que pedir silêncio. Ainda assim, os dois tenistas alemães não viram qualquer exagero da torcida. "A atmosfera estava muito dura, mas acho que foram bem justos, sem exagerar", observou Struff.

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