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Kontaveit vence 9ª seguida e enfrenta Iga na final
25/02/2022 às 14h45

Kontaveit disputará sua sétima final nos últimos 12 torneios

Foto: Jimmie48/WTA

Doha (Qatar) - Duas semanas depois de conquistar o título do WTA 500 de São Petersburgo, Anett Kontaveit disputará mais uma final no circuito. Desta vez, ela decide o WTA 1000 de Doha, em busca do maior troféu da carreira. Número 7 do mundo, Kontaveit superou nesta sexta-feira a letã Jelena Ostapenko, 13ª colocada, por 6/1 e 6/4 em 1h08 de partida. Esta foi a nona vitória seguida da estoniana, encerrando uma invencibilidade de outros nove jogos de Ostapenko, campeã em Dubai na semana passada.

"Estou muito feliz por chegar à final e manter esse nível de consistência. Fico feliz por estar jogando bem nesses grandes torneios e enfrentando as melhores jogadoras do mundo. Estou aproveitando muito o meu tempo em quadra e isso é o que me deixa mais feliz. É um ótimo torneio para mim até agora", disse Kontaveit, em sua entrevista em quadra. A jogadora de 26 anos e dona de seis títulos de WTA disputará a 14ª final da carreira. Esta é a sua 7ª final nos últimos 12 torneios. A decisão será ao meio-dia (de Brasília) deste sábado.

Kontaveit foi muito superior no primeiro set, em que não enfrentou break-points e cedeu apenas quatro pontos em seus games de serviço. Ela só cometeu 2 erros não-forçados na parcial contra 20 de Ostapenko. A primeira quebra aconteceu depois de desafiar uma marcação durante um game que era dominado pela letã. E logo depois, a estoniana venceu sete games seguidos.

"Quando eu desafiei aquela bola, ela estava com 40-0 no saque e eu pensei: 'Por que eu fiz isso?', mas depois acabou dando certo. Em todos os pontos eu tentava competir o máximo que pude, não importa o placar, pelo menos é algo que eu sempre tento fazer", comenta a estoniana, que chegou a vencer 18 pontos em 20 possíveis em seu melhor momento no jogo.

No segundo set, Kontaveit abriu 3/0 com duas quebras, perdeu um game de serviço e escapou de dois break-points quando sacava para o jogo, o primeiro com um ace no meio da quadra, o segundo em lance de sorte, que desviou na fita. "Acho que naquele ponto, a fita da reta acabou me salvando um pouco. Eu estava com um break-point contra, ela encontrou seu jogo e estava sendo mais agressiva do que no começo do jogo. Ela estava me pressionando muito e eu tive muita sorte de vencer aquele ponto. Mas senti que os meus primeiros e segundos saques foram muito bem colocados e eu consegui fechar o jogo".

Swiatek enfim supera Sakkari e busca segundo WTA 1000
A outra finalista em Doha será a polonesa Iga Swiatek, de 20 anos e número 8 do mundo. Swiatek tem três títulos no circuito, incluindo Roland Garros em 2020 e o WTA 1000 de Roma no ano passado em quadras de saibro. No piso duro, ela só venceu o WTA 500 de Adelaide na última temporada. A final em Doha será a quinta de sua carreira.

A vaga de Swiatek na final veio com a vitória por 6/4 e 6/3 sobre a grega Maria Sakkari, sexta do ranking, em 1h28 de partida. Foi a primeira vez que a polonesa derrotou Sakkari no circuito, depois de três derrotas sofridas para a grega no ano passado em Roland Garros, Ostrava e no WTA Finals. Um dos segredos para a vitória foi apostar em devoluções agressivas com backhand nas cruzadas, estratégia que rendeu oito break-points e cinco quebras de serviço. A polonesa liderou nos winners por 20 a 9 e cometeu 27 erros contra 25.

"Eu tenho um histórico ruim contra a Maria e sabia que seria uma partida importante para mim mentalmente. Estou muito feliz por ter conseguido avançar. Eu não tinha nada perder e esse torneio mostra que se eu não tiver medo, posso chegar longe", disse Swiatek, que antes do jogo falava em mudar as estratégias para enfrentar Sakkari. Nos dois sets, a polonesa começou atrás no placar, mas isso não abalava sua confiança. "Eu sempre fico com uma quebra abaixo contra ela, já estava preparada para isso. Sei que estou devolvendo bem os saques e que poderia vencer alguns games seguidos se eu mantivesse o foco".

Swiatek já enfrentou Kontaveit quatro vezes, com duas vitórias para cada lado. A polonesa venceu os dois duelos mais recentes, em Roland Garros e no US Open do ano passado. "A a maioria das partidas que eu fiz contra ela duravam 2h30. É bom o público trazer pipoca e alguns lanchinhos. Acho que vai ser uma grande partida".

Pontos e premiação em Doha
O torneio em Doha vale 900 pontos no ranking mundial para a campeã, já que a participação no evento não é obrigatória para as top 10. Ainda assim, oito jogadoras desse nível foram inscritas e disputam a competição. A vencedora receberá um prêmio de US$ 380 mil. A vice receberá US$ 224 mil e fará 585 pontos.

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