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Monteiro deixa o Rio com sensações misturadas
19/02/2022 às 07h30

Apesar da derrota, Monteiro ficou contente com o nível mostrado frente um duro rival

Foto: Fotojump
Felipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Eliminado na segunda rodada do Rio Open, em partida que ficou interrompida por seis horas, o cearense Thiago Monteiro deixou a quadra central do torneio com sensações misturadas. Por um lado a frustração de ter perdido para o italiano Matteo Berrettini, mas do outro o otimismo em ter mostrado um bom nível contra um rival top 10.

“De certa forma saio triste pela derrota, mas otimista porque acredito que venho me dedicando bastante e evoluindo", afirmou o canhoto de Fortaleza, que chegou a salvar dois match-points no tiebreak do segundo set para levar a definição para o terceiro. “Naquele momento, pensei em ir ponto a ponto. Estava me sentindo bem”, contou Monteiro.

“No segundo set tive uma vantagem, tive um break e fiz 5/2, saquei em 5/3 e depois tive um set-point no 5/4. Sabia que cada ponto no tiebreak era importante, acabou que ele saiu na frente, mas segui jogando com coragem e solto. Contra esses grandes jogadores você tem que ser agressivo e fazer acontecer”, acrescentou o número 1 do Brasil.

O cearense também falou sobre as idas e vindas por causa da chuva. “Sem dúvida isso quebra muito o ritmo, a gente fica na expectativa. A gente estava pronto para entrar em quadra às 20h30, mas quando a gente ia pisar na quadra voltou a chover. É difícil ter que voltar em um momento em que estava com break-point contra. Tentei voltar de uma forma solta, ganhei o primeiro ponto, mas é estranho”, falou.

Você recomeça o jogo, mas já está em um momento importante. Depois ele sacou bem e finalizou o jogo. Acho que mostrei um nível muito consistente do começo ao fim. Perdi o primeiro, depois consegui dar a volta por cima e voltei melhor para o segundo. Coloquei uma boa intensidade e tive uma competitividade que tenho mostrado nos últimos torneios”, complementou.

Monteiro também falou sobre os ajustes feitos na devolução, depois de ter vencido apenas seis pontos assim em todo o primeiro set. “No primeiro o saque dele estava subindo bastante e estava com dificuldade de conseguir um bom ponto de contato. Depois passei a ficar um pouco mais atrás e a bola também foi ficando um pouco mais pesada e encontrei um tempo melhor. Consegui ser mais agressivo na devolução e conseguia fazer ele se mexer mais”, encerrou.

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