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Fã de Federer, Fonseca usa Rio Open para evoluir
18/02/2022 às 17h49

Com apenas 15 anos, João Fonseca é o atual número 1 do Brasil no ranking juvenil da ITF

Foto: Fotojump
Feipe Priante

Rio de Janeiro (RJ) - Apesar dos apenas 15 anos, o carioca João Fonseca já é o principal nome do Brasil no ranking juvenil da ITF, subindo para a 126ª colocação depois de ficar com o vice-campeonato do ITF J1 de Lambare, na semana passada. Ao invés de disputar o Brasil Juniors Cup nesta semana em Porto Alegre, ele preferiu voltar ao Rio de Janeiro para participar do  ATP 500 nacional como parceiro de treinos, acreditando que assim poderá aprender mais e se preparar melhor para o Banana Bowl, que acontece na próxima semana.

“É uma experiência extraordinária e uma oportunidade muito boa. Até conversei com meu treinador, porque iria jogar um torneio importante, mas preferi vir para cá para ter essa experiência de estar com os atletas e ver como é. Tive a chance de bater bola com o (Diego) Schwartzman, com o Thiago Monteiro, com o (Jaume) Munar e está sendo ótimo”, afirmou o jovem carioca, que observou atentamente as rotinas dos tenistas com quem conviveu, destacando o foco que mostram mesmo em treino.

“Tive uma conversa com o Thiago sobre sua rotina, como entra na quadra e no que fica pensando. Ele falou como estava pensando no break-point. É uma experiência que me faz ficar acima, ainda mais sendo tão novo. Acredito que um dia possa chegar aqui como eles. O caminho é longo, mas tenho que acreditar e seguir trabalhando”, acrescentou Fonseca, que saltou 138 posições no ranking juvenil com as sete vitórias seguidas no Paraguai.

Depois de conviver por uma semana com os profissionais, ele acredita que estará melhor para o Banana Bowl. “O peso da bola vai estar diferente, acho que vou estar mais bem preparado. Teve dia que treinei 4h30 com os caras aqui. No juvenil os pontos acabam muito mais rápido. Os profissionais estão muito mais focados e intensos, com movimentação mais rápida. Pensam muito nos pontos importantes, é uma grande diferença”.

Envolvido com esportes desde pequeno, Fonseca conta que os pais são inspiração e um ponto de apoio. “Sempre fui um cara dos esportes, via meus pais jogando, meus irmãos jogando e comecei a fazer aulas. Fiquei na dúvida entre futebol e tênis, mas com uns 10 anos foquei no tênis, passei a jogar torneios e fui gostando”, revelou Fonseca, que se inspira principalmente no suíço Roger Federer, mas também nutre admiração pelo espanhol Rafael Nadal.

“Acho que o pessoal da minha idade gosta muito do Federer, pelo jeito dele jogar, sua elegância e seu carisma. E do Nadal também, pela forma que ele luta dentro de quadra. Esses são os meus ídolos dentro de quadra”, destacou.

Além de se inspirar nestes dois grandes jogadores, ele também conta com o apoio do mineiro André Sá, que tem servido como um tutor. “O André sabe demais de tênis, foi bem tanto em simples como em duplas e já participou do circuito e sabe como tudo funciona. Ele veio para o clube que eu treino e o chamamos para ajudar”, disse Fonseca sobre o apoio do ex-número 55 do mundo em simples e 17º nas duplas.

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