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Técnico de Barty diz que US Open é Slam mais difícil
01/02/2022 às 14h32

US Open é o único Grand Slam que Barty ainda não venceu em simples

Foto: Arquivo

Melbourne (Austrália) - A conquista do Australian Open no último sábado foi a terceira de um Grand Slam para Ashleigh Barty. Também campeã de Roland Garros em 2019 e de Wimbledon em 2019, a atual número 1 do mundo precisa agora apenas do US Open para ter ao menos um título em cada um dos quatro principais torneios do tênis internacional. Mas para Craig Tyzzer, técnico de Barty, o Grand Slam nova-iorquino é o mais difícil para a atual líder do ranking, por conta da escolha de bolas utilizadas no evento e pela época do ano em que é disputado, considerando já o desgaste emocional acumulado durante a temporada.

"O US Open realmente precisa mudar a bola para as mulheres, porque eles ainda usam bolas diferentes para homens e mulheres. E é uma bola terrível para alguém como a Ash", disse Tyzzer, durante entrevista coletiva após a final feminina em Melbourne. "Mesmo em Cincinnati, quando eles usaram a bola do US Open, ela ainda pôde jogar, mas a bola em si é muito leve. Foi o único torneio nos últimos dois anos em que ela usou uma raquete com encordoamento de tripa natural, mas eu tivemos que trocá-la para que ela tivesse algum tipo de controle da bola".

"Se eles mantiverem a mesma bola, ninguém como Ash ganhará aquele torneio. Então eu acho que você vê o resultado no US Open, foram duas jogadoras diferentes que chegaram á final. Não há surpresa quando a bola é como é. E não sei o motivo. É o único torneio que tem bola separada para homens e mulheres. Então, se eles não trocarem as bolas, ela não ganhará o US Open", acrescenta o técnico, que está junto com Barty desde 2016.

Tyzzer também destacou o fato de, no ano passado, Barty ter mentalmente muito desgastada naquela época do ano, especialmente pelo calendário que ela precisou adotar já que não poderia voltar para a Austrália durante o ano. "Sim, ela precisava fazer uma pausa depois de Wimbledon. Provavelmente, ela jogou um pouco mais do que deveria. Ela estava cansada".

"Ela estava mentalmente muito focada em querer ganhar Wimbledon, e sinto que ela lutou muito para chegar ao US Open. Então, encerramos o ano, fazemos uma boa pré-temporada e esperamos ansiosamente pelo verão australiano", acrescentou o treinador. No ano passado, Barty parou na terceira rodada do US Open. E suas melhores campanhas foram oitavas de final em 2018 e 2019. Mas ela tem um título de duplas em Nova York, ao lado de CoCo Vandeweghe em 2018.

Títulos em todos os pisos do circuito
Sobre o fato de Barty ser campeã de Grand Slam em todos os pisos, marca que apenas Serena Williams também tem entre as jogadoras em atividade, Tyzzer acredita que a australiana é ainda melhor nas quadras sintéticas do que em outras superfícies. "Sempre senti que ela é uma jogadora melhor na quadra dura. Sabemos que ela adora a grama, mas Wimbledon é diferente, porque é muito lento. É uma grama diferente. Então eu acho que muitas jogadoras acham bastante difícil jogar, enquanto Ash gosta do quique baixo e da lentidão de lá".

"Mas eu sempre pensei que seu primeiro título de Grand Slam seria em uma quadra dura. Mas ela provou que eu estava errado e ganhou no saibro primeiro e depois na grama e agora na quadra dura", acrescentou. "É incrível que ela tenha sido capaz de fazer isso. É bastante impressionante. Eu acho que Roland Garros foi totalmente inesperado. Seu jogo provavelmente não estava nem perto do nível que está agora".

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