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Fortalecida, Collins joga final inédita e será top 10
27/01/2022 às 14h21

Collins foi diagnosticada com endometriose no ano passado, fez cirurgia, e voltou a jogar

Foto: Jimmie48/WTA

Melbourne (Austrália) - A chegada á final do Australian Open marca a recuperação de Danielle Collins no mundo do tênis. Três anos depois de ter sido semifinalista em Melbourne, a norte-americana foi além e disputará sua primeira final de Grand Slam. Aos 28 anos, a atual número 30 do mundo também chegará ao top 10 após o torneio. Collins, que precisou fazer uma breve pausa na carreira no ano passado, depois de ser diagnosticada com endometriose e passar por cirurgia, se sente fortalecida e comparou o momento atual com os tempos em que começava a se destacar no circuito.

"A cirurgia foi em abril. Levei sete semanas para me recuperar e logo depois joguei Roland Garros. Acho que se eu tivesse o diagnóstico um pouco mais cedo, isso certamente poderia ter me beneficiado. Mas é apenas uma daquelas coisas que não aconteceram. Ainda assim, fomos capazes de consertar cirurgicamente. Agora sou capaz de viver minha melhor vida e ser capaz de me sentir como uma pessoa normal", explicou Collins, que depois de voltar às quadras, conquistou seus dois primeiros títulos de WTA em Palermo e San Jose.

"Acho que além da cirurgia, fiquei muito mais forte fisicamente nos últimos dois anos. Melhorei meu condicionamento e minha forma física. Isso tem sido uma das áreas mais importantes do meu treinamento e foco, e se transferiu para o meu tênis", acrescenta a norte-americana. "Acho que meu saque ficou muito mais forte e a minha resistência melhorou tremendamente. Acho que minha a potência e velocidade melhoraram. Isso é algo em que me concentrei muito nos últimos dois anos. Acho que essa é provavelmente a maior diferença de onde eu estava, se comparar minha semifinal aqui em 2019.

Collins chega confiante à final em Melbourne depois de superar a polonesa Iga Swiatek, número 9 do mundo, com parciais de 6/4 e 6/1 em 1h18 de partida. Esta foi sua sétima vitória contra top 10 na carreira. "Estou me sentindo ótima. Tive uma jornada incrível neste torneio, me diverti muito em quadra e venci muitas adversárias difíceis. Estar na final é realmente incrível. Estou sem palavras agora. Acho que hoje, com o plano de jogo que eu tinha e o começo sólido que tive, senti que estava realmente muito bem. Eu estava com um ótimo ritmo, batendo muito bem na bola muito bem e jogando um tênis realmente sólido".

Duelo com Barty na final em Melbourne

Em busca do maior título da carreira, Collins terá a missão de desafiar a número 1 do mundo Ashleigh Barty no próximo sábado. Ela tem uma vitória em quatro jogos contra a australiana. "Acho que todas as vezes que jogamos foram partidas muito divertidas. Mesmo quando perdi foram alguns dos meus momentos mais memoráveis ​​em quadra por causa da maneira como estávamos lutando. Algo que eu realmente admiro no jogo da Ash é sua variedade. Ela tem um estilo de jogo diferente de praticamente todas as jogadoras do circuito. Não são muitas as que usam o slice de backhand do jeito que ela faz ou que têm o saque que ela tem".

"Acho que vamos ter outra batalha esperançosamente e vamos fazer um bom espetáculo para todos. Eu vou ter que analisar algumas das partidas que jogamos no passado e e pensar sobre o que funcionou bem e nas coisas que não funcionaram bem e apenas tentar para chegar ao melhor plano de jogo possível. Ela muitos recursos e varia muito bem seus golpes. Ela é capaz de variar velocidades de bola e realmente fazer você ter que adivinhar muito sobre onde ela está indo".

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