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Barty diz que preparação não muda antes da final
27/01/2022 às 13h28

Melbourne (Austrália) - Em busca um conquista histórica para seu país, Ashleigh Barty está a dois dias do jogo mais importante de sua carreira. A número 1 do mundo e já vencedora de dois títulos de Grand Slam decide o Australian Open em busca de uma conquista inédita, tendo também a chance de ser a primeira australiana campeã em casa desde 1978. Mas apesar de toda a pressão e expectativas para o confronto com Danielle Collins no próximo sábado, Barty garante que nada muda em sua preparação.

"É o mesmo de sempre. Eu sou uma criatura de hábitos. Não vai mudar muita coisa para nós. A preparação continua a mesma, o processo é o mesmo. Consigo desligar quando não estou no local do torneio e isso torna o momento dos jogos mais agradável, mais especial", disse Barty depois de vencer a semifinal desta quinta-feira contra a norte-americana Madison Keys por 6/1 e 6/3.

"Estou feliz por poder jogar o meu melhor tênis aqui. Já tive bons resultados aqui antes, mas agora temos a oportunidade de disputar um título. Como australiana, tenho a sorte de poder jogar um Grand Slam em casa", explica a australiana, que já venceu Roland Garros em 2019 e Wimbledon no ano passado. "Mas sábado será uma experiência nova para mim. Então eu vou lá, sorrio e tento fazer o melhor que posso. Foi um janeiro incrível, um verão incrível para nós. Sim, estou realmente ansiosa para ter uma última chance aqui de ir para a quadra e me divertir".

A tenista de 25 anos alimentou desde a infância o sonho de uma conquista em Melbourne. "Eu me lembro da minha primeira experiência aqui no Australian Open. Eu tinha apenas 11 ou 12 anos e fui para um campo de treinamento na segunda semana do torneio. Pude ver o quão profissional todo mundo era e isso foi realmente surpreendente. Meu primeiro gosto disso foi no circuito e eu adorei. Acho que ser capaz de sentir o gostinho me acendeu a chama. Você se pergunta o que pode alcançar. Você se pergunta o que pode fazer".

Barty também falou sobre sua adversária da final. Ela tem três vitórias e uma derrota contra Danielle Collins, número 30 do mundo e que chegará ao top 10 após o torneio. "Ela é uma jogadora excepcional, e é alguém que fica na linha de base e pode fazer winners de qualquer posição da quadra. Acho que o desafio vai ser tentar desequilibrá-la. Danielle já se saiu incrivelmente bem aqui na Austrália, já jogamos em Adelaide algumas vezes, também já jogamos no saibro antes".

"Acho que a maneira como ela é capaz de controlar o fundo de quadra e fazer o jogo dela a torna uma das competidoras mais ferozes do circuito. Vai ser um desafio para mim tentar neutralizar o melhor que puder, mas certamente é bom vê-la de volta aqui no circuito".

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