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Após duas viradas, Swiatek destaca poder de reação
26/01/2022 às 11h32

Swiatek lutou por mais três horas contra Kanepi nas quartas. Ela já havia virado o jogo contra Cirstea nas oitavas

Foto: Jimmie48/WTA

Melbourne (Austrália) - As duas viradas consecutivas no caminho para a semifinal do Australian Open trazem bastante confiança a Iga Swiatek. A jovem polonesa de 20 anos e número 9 do mundo destacou o poder de reação depois de ter vencido as partidas contra Sorana Cirstea nas oitavas e Kaia Kanepi nas quartas. Apesar de já ter conquistado títulos importantes na carreira, inclusive um Grand Slam, destacou que o fato de que reverter placares negativos e sair de situações de maior pressão é algo novo para ela.

"É ótimo estar na semifinal. Estou muito orgulhosa de mim mesma, especialmente depois de partidas como a de hoje, porque virar o jogo depois de perder o primeiro set é uma coisa nova para mim", disse Swiatek, após superar Kanepi por 4/6, 7/6 (7-2) e 6/3 após 3h01 de disputa nesta quarta-feira. "Essas duas partidas me mostraram que mesmo em momentos difíceis eu posso voltar para o jogo e que eu tenho habilidades para vencer partidas mesmo quando elas são muito difíceis".

Swiatek teve muitas dificuldades ao longo da partida contra Kanepi, a começar pelo saque, com 12 duplas faltas, e pelo grande número de erros não-forçados, 50 no total, contra outros 62 da estoniana. Kanepi liderou a estatística de winners por 35 a 31. "Minha principal preocupação era com o sol me incomodar durante o saque. Eu realmente não me importo que seja quente e úmido. Isso não teve muita influência sobre mim".

"Sei que estou fisicamente bem preparada e esperava que ela estivesse mais cansada no final. Na verdade, eu queria prolongar alguns pontos, para deixá-la mais cansada, porque, na verdade, confio muito em mim em termos de minha forma física", revelou a polonesa de 20 anos, que também teve um bom trabalho de controle emocional. "Então, essa partida mostrou que é inteligente confiar em mim mesma nesse assunto. Fico feliz por encontrar soluções e realmente pensar mais na quadra sobre o que mudar no jogo. Sinto que é parte do trabalho que estamos fazendo com Daria [Abramowicz, sua psicóloga] para controlar minhas emoções e talvez focar em encontrar soluções".

As duas principais conquistas de Swiatek no circuito vieram no saibro, Roland Garros em 2020 e o WTA 1000 de Roma em 2021. No piso duro, ela venceu um WTA 500 em Adelaide no ano passado e chegou à semifinal este ano. A polonesa acredita que está cada vez mais pronta para lutar por títulos importantes também neste piso. "Eu sei como posso jogar. Obviamente, às vezes é difícil mostrar isso durante um torneio com todos os fatores envolvidos. Mas em termos de tênis, sinto que esses são os estágios de um torneio que posso alcançar se as outras coisas derem certo".

Ela já havia falado na mesma linha quando venceu Cirstea nas oitavas. "Dois anos atrás, sentia que não conseguiria fazer o meu jogo na quadra dura. Eu estava sempre me adaptando ao que as minhas adversárias estavam fazendo. Agora é diferente porque sinto que realmente me desenvolvi e posso jogar mais em quadra dura e posso ser mais livre. Estou bastante orgulhosa disso".

Swiatek enfrenta na semifinal a norte-americana Danielle Collins, 30ª do ranking, a quem superou no único duelo anterior, disputado no ano passado em Adelaide. Será o terceiro jogo seguido da polonesa contra uma adversária com muita potência nos golpes. "Vou encarar esse jogo da mesma forma que qualquer outro, na verdade. Já joguei contra algumas jogadoras que batiam muito forte na bola ​​neste torneio, então acho que estou sentindo o jogo delas na minha raquete muito bem. Com certeza vai ser difícil, ela está em ótima forma e muito confiante. Mas eu também me sinto assim. Só espero que seja uma boa partida".

O duelo entre Swiatek e Collins será a segunda semifinal desta quinta-feira e começa por volta das 7h (de Brasília). Mais cedo, às 5h30, a número 1 do mundo Ashleigh Barty entra em quadra para a enfrentar a norte-americana Madison Keys. Barty, que tenta ser a primeira australiana na final desde Wendy Turnbull em 1980, lidera o histórico de confrontos com Keys por 2 a 1.

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