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Barty: 'Cada partida é um quebra-cabeças diferente'
25/01/2022 às 15h44

Barty enfrentou adversárias de estilos distintos, mas ainda não perdeu sets no torneio

Foto: Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - O rico arsenal de recursos de Ashleigh Barty tem sido colocado à prova durante o Australian Open. Ainda sem perder sets em seu caminho para a semifinal da competição, a número 1 do mundo tem enfrentado adversárias com estilos de jogo bastante distintos.

Vinda de duas partias contra adversárias mais agressivas, Camila Giorgi na terceira rodada e Amanda Anisimova nas oitavas, Barty encarou um teste diferente diante da norte-americana Jessica Pegula, uma rival de maior solidez do fundo de quadra e capaz de contra-atacar muito bem. A número 1 do mundo disputou ralis mais longos, e até cometeu mais erros, mas novamente venceu sem correr riscos.

"Estou apenas me divertindo, tentando resolver problemas na quadra. Cada adversária me apresentou um desafio diferente e me forçou a usar outra ferramenta na minha caixa de ferramentas", disse Barty após a vitória por 6/2 e 6/0 sobre Pegula nesta terça-feira em Melbourne. "O é importante é consegui executar o plano de jogo. Às vezes, você pode ter todas as ideias certas, mas precisa ser capaz de executá-las e desarmar a bomba. Consegui fazer isso esta semana, o que foi realmente emocionante".

"Mas ao mesmo tempo, você pode fazer toda a preparação do mundo e ter todas as estatísticas, táticas, e ter tudo pré-planejado, mas sua adversária também tem a capacidade de se adaptar e mudar e sair e fazer algo completamente diferente do que você esperava", acrescenta a australiana, que permanecerá na liderança do ranking após o torneio. Ele agora enfrenta a norte-americana Madison Keys, de estilo agressivo e muita potência nos golpes.

"Então, acho que ser capaz de aprender rapidamente é muito importante em uma partida. Se há um golpe ou um padrão que está me machucando e me colocando sob pressão, tento descobrir uma maneira de sair desse padrão o quanto antes. Depois tento encontrar uma maneira de atacar a minha adversária. Então eu acho que é um jogo de gato e rato", argumentou a vencedora de dois títulos de Grand Slam e que ainda busca uma conquista inédita em Melbourne.

Slice comparado ao de Roger Federer
Barty também respondeu à afirmação do ex-número 1 do mundo Jim Courier de que seu slice de backhand lembra o de Roger Federer. "Isso foi muito gentil da parte do Jim, mas acho que todos os golpes são únicos. Obviamente Roger tem um dos backhands mais excepcionais do esporte. O meu está muito longe disso. Não estamos na mesma página".

"Mas adoro usar meus slices e adoro ser criativa com eles. Posso usá-los ofensiva e defensivamente. Ao longo da minha carreira eu aprendi que isso é uma arma para mim. Tento e uso quando preciso. Às vezes eu tento usá-lo quando é minha escolha e posso ser muito, muito agressiva com ele. Mas posso utilizá-lo como uma variação para ter opções diferentes. Isso tem sido uma grande parte do meu jogo nos últimos tempos".

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