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Nadal: 'Eu estava destruído, vitória foi um milagre'
25/01/2022 às 11h17

Nadal precisou de cinco sets e venceu duelo de quatro horas contra Shapovalov

Foto: Peter Staples/ATP

Melbourne (Austrália) - Classificado para a semifinal do Australian Open, Rafael Nadal classificou com um milagre a vitória sobre o canadense Denis Shapovalov nesta terça-feira em Melbourne. O espanhol sofreu com problemas físicos durante a partida, se sentindo mal do estômago, mas conseguiu vencer uma batalha de cinco sets para sobreviver na competição. Ele agora enfrenta o italiano Matteo Berrettini em busca de uma vaga na final.

"Foi um pouco de milagre. Eu estava destruído fisicamente. Mas meu saque funcionou bem, e para mim cada game de saque que eu conseguia confirmar era uma vitória. Esse era o meu objetivo, apenas tentar vencer os meus games de saque e esperar a chance nas devoluções", disse Nadal após a vitória por 6/3, 6/4, 4/6 3/6 e 6/3 em 4h08 de partida.

"Comecei a me sentir mal no final do segundo set. Estava muito quente hoje e as condições eram difíceis. Acho que esse tipo de jogo me ajuda a estar em melhor forma, mas não podemos esquecer que não joguei muito tênis nos últimos meses. Então, nessas condições muito difíceis, é difícil para mim.

"Estava jogando muito bem, eu acho, nos dois primeiros sets, e então tive minhas chances no início do terceiro com um 0-30 e depois um 15-30. Mas ele começou a sacar muito bem, enquanto eu estava me sentindo mais cansado e não conseguia segurar os ralis", acrescentou o vencedor de 20 títulos de Grand Slam, que disputará sua 36ª semifinal. "No começo do quinto set eu estava muito preocupado. Mas mais do que preocupado, pensei que seria super difícil vencer aquela partida. Mas aqui estou. Estar na semifinal significa muito para mim, ainda mais depois de uma vitória contra um grande jogador depois de todas as coisas que passei, então é uma notícia incrível, não? Estou super feliz".

Discussões e polêmicas entre Shapovalov e o árbitro
Nadal falou sobre as discussões entre Shapovalov e o árbitro brasileiro Carlos Bernardes. O canadense reclamou que o juiz de cadeira não advertia o espanhol por estourar o limite de tempo para o saque. E também estava insatisfeito pelo fato de Nadal ser autorizado a ir ao vestiário no intervalo entre o quarto e o quinto set, logo depois de ter recebido um atendimento médico.

"Eu não entendi o que estava acontecendo naquele momento. Sei que demorei um pouco mais no final do primeiro set. Mas sinceramente, acho que nesse no final dos sets os árbitros normalmente dão um tempo extra, especialmente nessas condições muito úmidas para trocar de roupa, porque é óbvio que você não pode jogar com a roupa na condição em que eu estava", explicou o espanhol.

"Acho que naquele momento Denis ficou chateado porque o árbitro cantou 'Time' e eu precisei de 30 segundos a mais para continuar trocando de roupa. Acho que naquele momento, era justo que o Carlos me desse aquele tempo extra momento, porque normalmente no final do set, os árbitros olham em volta e esperam um pouco para marcar o tempo até que o jogador esteja pronto quando ele está trocando. Acho que o Denis estava errado nesse caso. Mas entendo, porque ele acabou de perder o set e queria continuar jogando rápido".

"Depois disso, quero dizer, estou seguindo todas as regras. Eu fui ao vestiário no final do segundo set e nós temos uma nova regra para este ano. Ouvi dizer que era por causa do Stefanos, que demorava muito no ano passado algumas vezes, então a nova regra é quando vamos ao vestiário, temos apenas alguns minutos para ficar no banheiro. Eu troquei todas as minhas roupas, e o juiz que estava junto comigo, ficava me falando três minutos, dois minutos, um minuto... Então eu estava apenas seguindo o tempo que eles me dão".

Perguntado sobre a acusação de ser favorecido pelos árbitros, o espanhol respondeu: "Sinceramente, eu sinto muito por ele. Acho que ele jogou uma grande partida. É claro que é difícil aceitar uma derrota como essa, principalmente depois que eu estava me sentindo destruído e provavelmente ele sentiu que poderia vencer a partida. Desejo a ele tudo de bom. Ele é jovem, e todos nós cometemos erros em nossas carreiras. Também cometi muitos erros quando era mais jovem, e provavelmente ele entenderá mais tarde, depois de pensar da maneira correta, que provavelmente não estava certo hoje".

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