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Anisimova diz que Osaka inspirou sua recuperação
21/01/2022 às 16h01

Anisimova destacou o trabalho de conscientização de Osaka sobre a saúde mental

Foto: Tennis Australia

Melbourne (Austrália) - Responsável por eliminar Naomi Osaka na terceira rodada do Australian Open, a norte-americana Amanda Anisimova fez vários elogios à japonesa, especialmente por seu comportamento fora das quadras. Anisimova lembrou da luta encabeçada por Osaka por maior conscientização sobre a saúde mental e destacou a postura da ex-número 1 do mundo de falar abertamente sobre problemas, ajudando romper os estigmas e preconceitos relacionados ao assunto.

"Eu acho que ela é muito inspiradora. O que fez nos últimos dois anos foi incrível e mostra o quão autêntica ela é. Eu acho que ela é ótima para o circuito, muito engraçada e doce. Foi muito legal finalmente enfrentá-la hoje", disse Anisimova após a vitória por 4/6, 6/3 e 7/6 (10-5) em 2h15 de partida contra Osaka. A norte-americana salvou dois match-points no jogo. "Ela apenas diz a verdade sobre como se sente. Ela falou sobre sua saúde mental nos últimos dois anos".

"Sei que ela passou por um ano muito difícil e sei que não deve ser fácil para ela jogar como atual campeã. Mas o jeito que ela fala sobre as coisas é tão honesto que acho isso realmente inspirador", acrescentou a jovem norte-americana de 20 anos. "Ela espalhou a conscientização e ajudou a acabar com estigma em torno da saúde mental. Acho que estamos em um momento completamente diferente agora. A nossa geração está se tornando mais honesta sobre esse tipo de assunto. Acho ótimo ver isso".

Anisimova, atual 60ª do ranking, chegou a ser semifinalista de Roland Garros em 2019 e atingiu o 21º lugar. Mas no mesmo ano, acabou sofrendo com a perda do pai e treinador, Konstantin Anisimov. E nas últimas temporadas, as lesões e problemas de saúde comprometeram seu calendário e a fizeram ter resultados abaixo do esperado. Agora treinada por Darren Cahill neste início de 2022, ela já venceu um WTA 250 em Melbourne, o segundo título de sua carreira profissional, e já havia eliminado a suíça Belinda Bencic na segunda rodada do Australian Open.

"O ano passado foi uma grande luta para mim. Honestamente, eu não achava que realmente viveria esses momentos novamente. Às vezes você duvida. Eu pensava no que poderia acontecer se eu me machucasse e nunca mais pudesse jogar um Grand Slam. Esses pensamentos surgiam na minha cabeça às vezes. Sim, o ano passado não foi fácil. Eu não estava feliz. Mas hoje eu estou muito feliz depois de ter feito uma ótima pré-temporada com minha equipe", explicou Anisimova, que não jogou o Australian Open do ano passado por ter sido diagnosticada com Covid-19 pouco antes do torneio.

"Hoje eu me sinto confortável falando sobre qualquer coisa. Passei por alguns anos difíceis e não me importo de postar coisas nas mídias sociais e apenas tentar espalhar a conscientização para as pessoas que também estão passando por momentos difíceis. Eu acho ótimo ser acessível para as pessoas que nos seguem, acho que é uma ótima mensagem", complementou.

Nas oitavas de final, Anisimova desafia a número 1 do mundo Ashleigh Barty. Ela perdeu o único duelo anterior contra a australiana, justamente na semi de Paris há dois anos e meio. "Ela é uma jogadora incrível. Eu me espelho muito nela. Amo o jogo dela, ela é muito consistente uma campeã. Então vai ser emocionante enfrentá-la. Vai ser outra oportunidade incrível para mim. Vou voltar para a quadra de treinos amanhã e trabalhar no meu jogo e tentar me dar a melhor chance contra a Ash".

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