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Vajda: 'Novak não deu sua última palavra no tênis'
20/01/2022 às 23h06

Bratislava (Eslováquia) - Um dos treinadores do sérvio Novak Djokovic, o eslovaco Marian Vajda não estava com o pupilo em toda a novela na Austrália e ficou sem comentar sobre o assunto até agora, quando deu uma entrevista para o Sport.sk, na qual defendeu o pupilo, criticou a imprensa e garantiu que ‘Nole’ ainda dará a volta por cima.

“Precisava me acalmar. Ainda não entendo por que fizeram isso com ele. Faz muito tempo que não assimilo essa injustiça. Além disso, a imprensa é uma das maiores culpadas por manipular a informação. Minha primeira reação foi choque e sofrimento, nem quero pensar em como eu teria lidado mentalmente com isso se estivesse lá”, contou Vajda, explicando o silêncio até o momento.

O treinador destacou como Djokovic suportou humildemente todo o ocorrido. “Mas o que fizeram deve tê-lo marcado. Foi um processo político e com certeza terá consequências significativas, será difícil rever tudo isso. Ele também experimentou uma invasão de sua privacidade, como sua família. Todo mundo sabe que ele viajou com um único objetivo: jogar o primeiro Grand Slam do ano e defender o título”.

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Questionado sobre a falta de apoio público dos demais jogadores, Vajda disse que ao menos no privado ele veio. Contudo, ele aproveitou para cutucar o circuito. “Muitas pessoas escreveram para ele e também escreveram para mim e lamentam o que aconteceu, mas essas pessoas não vão falar publicamente”, disse o técnico do sérvio.

“Lembro que no ano passado foi graças a Novak que os jogadores receberam bicicletas ergométricas em seus quartos para se preparar durante a quarentena em Melbourne. Também tenho a sensação de que muitos jogadores não têm fontes de informação suficientes, porque a imprensa os confunde e os faz ficar contra Djokovic”, complementou Vajda.

Questionado sobre a posição do governo francês, que já avisou que vai exigir vacinas em Roland Garros, o treinador foi direto. “Não entendo por que é importante anunciarem esse tipo de coisa agora quando, por exemplo, não sabem como a pandemia estará em maio. Não quero subestimar toda essa situação, é uma coisa muito séria que está acontecendo no mundo todo, mas qual o motivo por que temos que discutir isso em janeiro?”

Vajda também garantiu que Djokovic dará a volta por cima e brilhará no circuito. “Ainda não falei com ele desde que chegou a Belgrado. Ele falará quando achar necessário. É muito claro que isso o afetou mentalmente, que vai machucá-lo por algum tempo e que vai ser difícil tirar isso da minha cabeça. No entanto, conheço muito bem o meu aluno, Novak é forte, firme e ainda não deu sua última palavra no mundo do tênis”, finalizou.

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