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'Quando cheguei ainda estava positivo', afirma Rublev
20/01/2022 às 21h41

Melbourne (Austrália) - Depois de ser criticada pelo alemão Alexander Zverev, que reclamou da falta de testes no Australian Open, a organização do torneio terá que conviver com mais uma declaração polêmica. O russo Andrey Rublev, que pegou Covid-19 semanas antes do primeiro torneio Grand Slam da temporada disse que foi liberado para jogar mesmo ainda testando positivo para o coronavírus.

“Quando cheguei ainda estava positivo, mas a carga viral estava tão baixa que me disseram que não era nada perigoso. Fui autorizado a entrar no país, mas precisei passar dez dias em quarentena”, disse Rublev em entrevista aos sérvios do Sportklub. O russo contou também que tinha dúvidas se conseguiria jogar em Melbourne.

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Rublev enfatizou que teve que fazer um teste de anticorpos na chegada, mas que não tem feito testes PCR. “Agora não estou fazendo nenhum teste, tendo passado o vírus tão recentemente. Talvez eu ainda seja positivo, mas não sou mais contagioso e perigoso. Como estava doente, não faço mais testes de PCR”, afirmou o cabeça de chave número 5.

Em quadra, o russo vai se dando bem no Melbourne Park e já está na terceira rodada, depois de duas vitórias tranquilas em sets diretos, a primeira para cima do italiano Gianluca Mager e a segunda sobre o lituano Ricardas Berankis. Contudo, seu próximo adversário será bem mais perigoso, cruzando agora com o croata Marin CIlic, campeão do US Open em 2014.

O que diz o protocolo de segurança sobre o caso de Rublev

A situação descrita por Rublev é prevista nos regulamentos de chegadas de viagens internacionais do Departamento de Saúde da Austrália. Segundo a diretriz, se a pessoa já estiver recuperada da Covid-19, mas continuar testando positivo, ela ainda pode ser autorizada a viajar caso apresente um exame PCR (mesmo que positivo) feito três dias antes e um relatório médico.

Nesse relatório médico deve constar que a pessoa que teve contato com o coronavírus não é mais considerada contagiosa: Além disso, o documento deve mostrar que o primeiro exame positivo de Covid-19 já tem mais de 14 dias e que pessoa não teve febre ou sintomas respiratórios da doenças nas últimas 72 horas.

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