Notícias | Dia a dia | Australian Open
Jogando com dor, Raducanu busca pontos positivos
20/01/2022 às 14h36

Raducanu recorreu a muitos slices de forehand e acredita que pode incorporar esse elemento ao seu jogo

Foto: Divulgação

Melbourne (Austrália) - Apesar da derrota na segunda rodada do Australian Open e das dores causadas por bolhas na mão, Emma Raducanu buscou alguns aspectos positivos na partida desta quinta-feira contra a montenegrina Danka Kovinic. A britânica chegou a ser orientada por sua equipe a nem entrar em quadra, mas conseguiu lutar por 2h40. Um dos destaques foi mais frequente dos slices de forehand, que ela pretende incorporar ao seu estilo de jogo no futuro.

"Foi uma partida difícil, porque estava sofrendo com esse problema na mão desde antes do jogo. Algumas pessoas no meu time disseram para eu não jogar, mas eu queria entrar em quadra e ver até onde eu poderia chegar", disse Raducanu, após a derrota por 6/4, 4/6 e 6/3 para Kovinic. "Mas eu achei que foi uma experiência de aprendizado muito boa para mim. Descobri elementos sobre mim e sobre o meu jogo que eu não sabia que tinha antes, então sim, eu posso tirar alguns pontos positivos. Eu também fiquei orgulhosa de como continuei lutando mesmo na situação em que estava. Eu realmente não poderia fazer muito, mas continuei lá. Tenho orgulho disso".

A britânica vinha de uma difícil vitória em três sets contra Sloane Stephens na estreia e precisou reduzir a carga de treinos nos últimos dias. "Na verdade, eu não estava nem treinando o forehand nos últimos dias. Eu só estava guardando para o jogo. Eu também não estava treinando o saques. Então, a única coisa que eu estava realmente praticando era meu backhand, porque eu ia apenas tentar salvar tudo para o jogo de hoje. Então, o meu treino foi esse jogo. Consegui vencer o segundo set com basicamente um golpe, não posso acreditar".

Jovem de 19 anos e já 18ª colocada no ranking, a atual campeã do US Open acredita que os slices de forehand podem ser trabalhados no futuro e se transformar em um ponto forte para ela. "Acho que essas variações podem me ajudar. Talvez algumas das meninas do cirucito não estejam acostumadas com isso. Provavelmente foi um elemento de surpresa para a minha adversária hoje e ela não esperava que eu fizesse isso"

"Foi bastante eficaz, então se eu puder misturar isso com meu estilo de jogo agressivo, pode ser uma combinação muito boa e perigosa daqui para frente. Acho que quem me conhece sabe que eu não uso slice de forehand. Provavelmente usei isso mais vezes hoje do que nos últimos dois ou três anos. E o meu slice forehand não foi tão ruim, percebi que eu tenho alguma habilidade com as mãos. Isso foi uma surpresa positiva para mim", complementou a tenista, que agora treina com o alemão Torben Beltz.

Raducanu diz ainda que dificilmente continuaria no torneio mesmo se tivesse vencido a partida contra Kovinic. Isso porque ela acredita que teria poucas chances contra a ex-número 1 do mundo Simona Halep, atual 15ª do ranking. "Não acho que você consegue ir muito longe contra Simona jogando com um slice de forehand. Não vou mentir".

Comentários