Notícias | Dia a dia | Australian Open
Técnico croata Filip Serdarusic foi o 3º deportado
16/01/2022 às 22h33
 
 
 
 
 
Ver essa foto no Instagram
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Uma publicação compartilhada por Nino (@ninoserdarusic)

Zagreb (Croácia) - Quando estourou o caso envolvendo o sérvio Novak Djokovic, que viveu uma novela para entrar na Austrália e no fim acabou mesmo deportado do país, foi informado que outras duas pessoas haviam entrado com a mesma exceção dada ao número 1 do mundo. A primeira a ser conhecida foi a tcheca Renata Voracova, que foi embora ainda no meio da disputa judicial de ‘Nole’.

O segundo caso ficou em aberto até que o técnico croata Filip Serdarusic revelou em entrevista ao Sportklub que era um dos três. Treinador do irmão Nino Serdarusic, atual 245 do mundo, ele testou positivo para Covid-19 em outubro passado e usou o mesmo argumento de Djokovic para entrar na Austrália. O croata explicou em entrevista como foi o processo quando chegou a Melbourne.

+ Voracova exigirá compensação da Tennis Australia
+ Djokovic perde recurso na Justiça e está fora do AO

“Não estou vacinado e em outubro testei positivo. Recebi luz verde para obter a isenção em 10 de dezembro. Quando cheguei, uma senhora da imigração me perguntou se eu estava vacinado. Eu disse que não, mas que tinha a isenção e que não precisava fazer uma quarentena de 14 dias. Ela ligou para seu superior e depois me disse que eu estava liberado”, contou Serdarusic.

A explosão do caso Djokovic acabou atingindo o treinador, que foi convocado logo após o início do caso. “No dia em que Novak Djokovic desembarcou, recebi uma ligação do centro de imigração às 22h dizendo que eu tinha que vir para uma entrevista amanhã”, disse ele.

O croata, na mesma situação que o número 1 do mundo, tinha apenas duas opções: sair imediatamente da Austrália ou solicitar um novo visto. “Não sou tão grande e poderoso quanto Novak para lutar. Resolvi me retirar”, falou Serdarusic, que defendeu Djokovic em sua entrevista. “Ele e eu não forçamos nada. Cumprimos apenas o que foi solicitado e exigido para obter a isenção”, complementou.

Comentários