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Bia disputa final às 23h e tem rival definida no AO
14/01/2022 às 11h51

Ao lado da cazaque Anna Danilina, Bia pode conquistar o maior título da carreira

Foto: Jimmie48/WTA

Sydney (Austrália) - Classificada para a final de duplas do WTA 500 de Sydney, Beatriz Haddad Maia entra em quadra às 23h (de Brasília) desta sexta-feira em busca do terceiro e maior título de sua carreira na elite do circuito. Bia e a cazaque Anna Danilina enfrentam a húngara Panna Udvardy e a alemã Vivian Heisen. 

Apesar de priorizar o circuito de simples, em que é a número 1 do Brasil e 88ª do mundo, Bia tem dois títulos de WTA 250 nas duplas, ambos conquistados no saibro de Bogotá em 2015 e 2017. A campanha até a final rende 305 pontos no ranking, com possibilidade 470 em caso de título. A paulistana de 25 anos e é hoje apenas a 485ª do ranking de duplas, mas já foi 79ª do mundo quando atuava na modalidade com maior frequência.

Durante a campanha até a final, Bia e Danilina eliminaram duas duplas favoritas. Logo na estreia, venceram a canadense Gabriela Dabrowski e a mexicana Giuliana Olmos, cabeças de chave 3 do evento. Já na semifinal, passaram pelas japonesas Shuko Aoyama e Ena Shibahara, cabeças 2. Elas também derrotaram as russas Ekaterina Alexandrova e Natela Dzalamidze, com vitória de virada nas quartas.

Bia pode igualar número de títulos de Stefani
Se for campeã, Bia também iguala os três títulos de WTA da medalhista olímpica Luísa Stefani, atual número 10 do mundo entre as especialistas em duplas. Stefani venceu dois WTA 250 com a norte-americana Hayley Carter, o primeiro no fim de 2019 em Tashkent e o segundo na temporada de 2020 em Lexington. Já no ano passado, conquistou o maior título da carreira, no WTA 1000 de Montréal, tendo como parceira a canadense Gabriela Dabrowski.

Tanto Bia quanto Stefani também tentam aproximar de marcas de Patrícia Medrado, dona de cinco títulos de primeira linha, e Cláudia Monteiro, que tem quatro conquistas. Maior nome do tênis brasileiro, a lendária Maria Esther Bueno construiu a maior parte da carreira na fase amadora do tênis, mas é também dona do maior título das mulheres brasileiras no tênis profissional ao vencer o US Open de 1968. Aquele foi o último de seus 19 títulos de Grand Slam, sendo sete em simples, onze em duplas e um nas duplas mistas. Paula Gonçalves (com Bia) e Niege Dias (ao lado de Medrado) têm um título de duplas na WTA cada uma.

Adversária definida no Australian Open
Também nesta sexta-feira, Bia conheceu sua primeira adversária na chave de simples do Australian Open, que começa na próxima segunda. A canhota paulista enfrentará a norte-americana Katie Volynets, jovem de 20 anos e 178ª do ranking, que veio do qualificatório em Melbourne. Elas já se enfrentaram uma vez, e Volynets levou a melhor no quali de Wimbledon no passado.

Se a brasileira vencer, pode encarar a romena Simona Halep, número 15 do mundo, ou a polonesa Magdalena Frech. Ela tem duas participações na chave principal em Melbourne, nos anos de 2018 e 2019, sempre chegando à segunda rodada.

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