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Entenda a decisão favorável a Djokovic na Justiça
10/01/2022 às 09h54

Djokovic teve seu passaporte de documentos pessoais devolvidos. Por ora, está autorizado a circular no país

Foto: Reprodução/Twitter

Melbourne (Austrália) - A decisão judicial favorável a Novak Djokovic e o restabelecimento de seu visto de permanência na Austrália foram embasadas em questões formais a respeito da documentação utilizada para entrar no país. No entendimento do juiz federal Anthony Kelly, o motivo para a liberação do sérvio foi o pouco tempo que ele teria para regularizar os documentos.

Segundo o despacho, Djokovic foi informado às 5h20 (horário local) da última quarta-feira, 6 de janeiro, que ele teria até às 8h30 para apresentar novos documentos. No entanto, a documentação teria sido solicitada às 6h14 e a decisão do delegado de cancelar o visto do requerente foi tomada às 7h42. Segundo o juiz, se Djokovic tivesse sido autorizado a buscar os documentos até às 8h30, como ele havia sido informado, poderia ter fazer outras apresentações ao delegado e talvez não ter seu visto cancelado.

O documento não cita o desentendimento entre as autoridades de saúde locais e a organização do Australian Open. Na última terça-feira, Djokovic anunciou que havia obtido uma autorização médica para viajar ao país e disputar o torneio mesmo sem apresentar um comprovante de vacinação. Mas em sua chegada ao país, teve seu visto cancelado e foi levado para um hotel de detenção.

Um dos motivos apresentados por Djokovic para não ter se vacinado é um exame positivo para Covid-19 do dia 16 dezembro. A Tennis Australia, organizadora do primeiro Grand Slam do ano, havia informado aos atletas que diagnósticos recentes de Covid-19 serviriam como meio de obtenção de isenções médicas, informação que foi negada pelas autoridades australianas.

A defesa de Djokovic havia conseguido uma liminar que impedia a deportação do sérvio até a realização da audiência desta segunda-feira. Com a decisão judicial favorável, o número 1 do mundo tem de volta seu passaporte e objetos pessoais, e está por enquanto autorizado a circular livremente em Melbourne. Porém, ainda existe a possibilidade de o ministro da Imigração da Austrália, Alex Hawke, emitir uma decisão contrária e que impeça o tenista de participar do evento.

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