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Medvedev: 'Se isenção de Djokovic for justa, ele joga'
06/01/2022 às 14h50

Sydney (Austrália) - Vice-líder do ranking e finalista do Australian Open do ano passado, Daniil Medvedev comentou sobre a decisão das autoridades australianas de cancelarem o visto de entrada de Novak Djokovic no país. Apesar de ter obtido uma isenção médica para disputar o Australian Open sem comprovante de vacinação, Djokovic não apresentou evidências suficientes para ter essa autorização e pode ser obrigado a deixar o país. O sérvio aguarda resultado de uma audiência marcada para a próxima segunda-feira.

"Bem, minha opinião sobre esta situação é bastante direta. Existem regras. E existem isenções de regras. Não posso saber exatamente o que aconteceu com os papéis, porque o que sei é o mesmo que vocês. Dois dias atrás, ele postou no Twitter que havia conseguido uma isenção", disse Medvedev, que está em Sydney, onde disputa a ATP Cup, defendendo a equipe da Rússia. O time russo enfrenta o Canadá na semifinal de sábado.

"Então, ele provavelmente foi para o aeroporto.  Se alguma coisa estava errada com o papel, não sei. Não sei se foi o primeiro-ministro da Austrália que entrou no caso, ou talvez seja o primeiro-ministro do estado de Victoria, ou mesmo o Craig Tiley [diretor do torneio], não tenho ideia, porque não estou por dentro da situação", acrescentou o número 2 do mundo e atual campeão do US Open.

"Então, para mim, é difícil dizer. Se ele tiver um motivo justo para ter essa isenção, ele deveria estar aqui. Se não, ele não deveria estar aqui. Para ser honesto, parece fácil. Mas a vida real é mais difícil e não conheço os detalhes da história, então é por isso que estou apenas focando em mim mesmo", complementou o russo de 25 anos, que busca seu segundo título de Grand Slam.

Medvedev também fala sobre como acompanhou o caso durante toda a quarta-feira. "Eu realmente sou um cara da nova geração, estou sempre com meu telefone e todos nós vimos as notícias passando, oficiais ou não oficiais, se ele seria deportado ou não. Na verdade, não sei se é oficial de que ele vai sair do país. Então não sei disso. Se ele tem uma isenção, deveria estar aqui. Mas se algo estava errado com os papéis e eles não o deixaram entrar, é o que acontece às vezes".

"Tive muitos problemas com vistos na minha carreira. Uma vez, não pude jogar um challenger na Grã-Bretanha. Na verdade, no ano passado, o US Open foi um grande ponto de interrogação porque eu não tinha meu visto durante muito tempo e todas as embaixadas estavam fechadas por causa da Covid. Todos nós temos diferentes situações e problemas com diferentes países".

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