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Brasil precisa seguir modelo italiano, diz Menezes
05/01/2022 às 16h57

Menezes (ao contro) e convidado Thomaz Koch discutem caminhos do tênis no IPG

Foto: Divulgação

São Paulo (SP) - A realização de uma quantidade expressiva de torneios profissionais de baixa premiação mas com pontos para o ranking mundial é o caminho ideal para o tênis brasileiro abrir portas para mais jogadores no circuito internacional masculino e feminino. A proposta é do ex-profissional e hoje treinador Mauro Menezes, que irá promover no final deste mês o IPG Open em Campos do Jordão.

"Essa questão de marcar os primeiros pontos é a grande barreira que o jogador precisa superar", explica Menezes. "Ele treina desde pequeno, mostra talento, prepara-se mental e fisicamente, e acha que está pronto, mas na hora que decide ser profissional, precisa de pontos no ranking para participar de torneios profissionais".

Há três anos Mauro fundou com o sócio Douglas Santana o Instituto Próxima Geração, em Osasco, que ensina a 120 crianças toda a base do tênis. "Temos muitos talentos, mas alguns ficavam desestimulados e desistiam quando chegavam aos 18 anos porque não tinham onde jogar. Por isso decidimos criar o IPG Open, da categoria 'future', primeiro passo para marcar pontos, porque a partir do momento em que ele ingressa na chave principal, os pontos conquistados no IPG Open valem para o ano inteiro e, crescendo profissionalmente, poderá disputar torneios no exterior e ir gradualmente subindo de categoria".

Menezes mostra que outros países procuram formar jogadores seguindo esse caminho e dá como maior exemplo atual a Itália, que realiza, desde 2015, em média 42 torneios de nível future por ano. Com isso, chegou a colocar 10 tenistas entre os 100 melhores do mundo no ranking masculino no ano passado. No total, o país chega a 190 tenistas com pontos. "É um modelo de sucesso", diz Mauro.

O IPG Open terá premiação de US$ 25 mil, será disputado no Tênis Clube de Campos do Jordão a partir do dia 21 e é apresentado pelo BV, do Grupo Votorantim, que patrocina também a escola de treinamento em Osasco. O nome forte do patrocinador agregou apoiadores como Grupo GPS, EGA Solutions e Wilson.

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