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Rune vê com naturalidade fim do domínio do Big 3
22/12/2021 às 15h21

Gentofte (Dinamarca) - Um dos jovens promissores do circuito, o dinamarquês Holger Rune afirmou ver com naturalidade o fim do domínio do Big 3, depois de uma temporada em que o suíço Roger Federer jogou bem pouco e o espanhol Rafael Nadal não conseguiu repetir seus melhores resultados. Para o tenista de 18 anos, a troca de gerações faz parte do esporte.

“É assim que deve ser, espero que os jovens consigam e eu também. Já temos pessoas como Zverev, Medvedev, que estão lá há muito tempo. Embora Roger, Rafa e Novak sejam provavelmente os melhores do nosso esporte, é positivo não estarem lá o tempo todo. Vamos perder os duelos entre eles, mas é bom que haja sangue novo e energia nova no circuito”, disse Rune em entrevista ao Essentially Sports.

Atual 103 do mundo, o dinamarquês bateu na trave em 2021 e não conseguiu alcançar o sonhado top 100, mas mantém expectativas altas para a próxima temporada. “Tenho objetivos de curto prazo e objetivos gerais em termos de classificação, pontos precisos, etc. São coisas que converso com meu treinador”, contou o jovem tenista.

“Para este ano, a meta era chegar ao top 100. Agora estou na 103ª posição, que já é bom o suficiente. Disputei todos os torneios ATP que eu podia e já vi que sou capaz. Agora, espero colocar isso em prática no próximo ano e poder ganhar algum ATP 250 antes do meio do ano. E depois disso, quem sabe um 500. Esses são meus objetivos para 2022”, falou o dinamarquês.

Vindo de um país sem grande tradição, Rune desde jovem precisou buscar competir longe de casa. “A Dinamarca não é um grande país do tênis. Temos (Caroline) Wozniacki, mas fora isso não temos tradição. Desde muito novo viajei para jogar muitos torneios na Itália e na França, competindo contra os melhores jogadores, até mais velhos do que eu. Isso com certeza me ajudou”.

Rune também relembrou um dos grandes momentos da sua temporada, o duelo com o sérvio Novak Djokovic na primeira rodada do US Open. “Eu estava muito nervoso e realmente ansioso para o que podia acontecer, já que tinha acabado de passar o quali e naquela mesma noite descobri que em quatro dias enfrentaria o número 1. Tive muito tempo para pensar sobre isso, algo bom e ruim ao mesmo tempo”, comentou o dinamarquês.

“Depois do 6/1 inicial, fui mais agressivo, joguei mais solto e aproveitei minhas oportunidades. Vencer um set na minha idade é uma grande conquista, tenho muito orgulho disso, mostra que posso confiar em minha progressão. É maravilhoso poder enfrentar esses caras, não apenas no treinamento. Você vê que eles não são deuses e também cometem erros”, finalizou Rune.

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