Notícias | Dia a dia
Soderling: 'Federer era o mais incômodo para mim'
03/12/2021 às 12h13

Madri (Espanha) - Eliminado nas quartas de final pelos russos, o capitão sueco Robin Soderling falou sobre o momento do tênis em seu país, que já foi uma potência com nomes como o de Bjorn Borg, Mats Wilander e Stefan Edberg, mas que atualmente conta com apenas um top 100, e também se posicionou em relação ao maior tenista de todos os tempos.

“Acho que depende de qual você mais gosta. O que é evidente é que são os três melhores de todos os tempos e o mais impressionante é que coincidiram no tempo. Foi muito difícil para o resto buscar espaço para nós mesmos”, afirmou o sueco em entrevista ao Marca, sem cravar Roger Federer, Rafael Nadal, ou Novak Djokovic como o maior.

“Lembro-me de quando era o quarto do mundo e tinha que enfrentá-los. Ter os três tem sido muito bom para promover nosso esporte”, destacou Soderling, que conquistou vitórias sobre os três integrantes do Big 3. Ele bateu Federer uma vez em 17 duelos, superou Nadal em dois dos oito confrontos que tiveram e somou uma vitória e seis derrotas contra Djokovic.

Questionado sobre qual deles era o mais duro para ele, Soderling não hesitou. “Não estou dizendo que era o melhor, mas o mais incômodo para o meu jogo era Federer. Seu estilo não combinava com o meu tênis. Mas sei que outros podem dizer que a forma como Nadal e outro Djokovic jogam é pior para eles”, comentou o sueco.

Soderling também falou sobre o fato de ter sido o primeiro a superar Nadal em Roland Garros. “Foi um bom jogo, mas foi apenas uma partida de tênis. Tive vários anos bons e tenho memórias muito boas. O nome de Roland Garros está mais relacionado a Rafa do que a mim. Quantos ele ganhou? 12 ou 13? É que perdi a conta. O que ele fez lá é incrível e nunca mais acontecerá”.

Por fim, o capitão sueco avaliou o momento do tênis masculino em seu país. “O mais importante é que o tênis volte a ser jogado na rua. Por muitos anos foi o esporte número um e agora não é. Quanto melhores resultados alcançarmos, mais popular será novamente. Temos alguns juniores bons, mas precisamos esperar cerca de seis ou sete anos para ver mais jogadores suecos entre os 100 primeiros”.

Comentários
Loja - camisetas
Suzana Silva