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Muguruza: 'Foi o melhor ano da minha carreira'
18/11/2021 às 10h53

Muguruza iniciou a temporada na 15ª posição do ranking e terminará como número 3 do mundo

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

O título do WTA Finals na última quarta-feira coroou a volta de Garbiñe Muguruza ao protagonismo na elite do tênis. Ex-número 1 do mundo e dona de dois Grand Slam, a espanhola ocupava apenas o 15º lugar do ranking em janeiro e terminará o ano ocupando a terceira posição. Além da recente conquista em Guadalajara, também venceu um WTA 1000 em Dubai e um 500 de Chicago, além de ter disputado outras duas finais e ter acumulado 42 vitórias em 2021. Mais madura, a jogadora de 28 anos não tem dúvidas de que esta foi a melhor temporada de sua carreira profissional.

"Acho que foi uma temporada muito boa no geral. Ganhei três títulos. Deve ser o ano em que ganhei mais títulos e também fiz mais finais. Eu me senti muito estável comigo mesma", disse Muguruza a TenisBrasil, na entrevista coletiva após a vitória por 6/3 e 7/5 sobre Anett Kontaveit na decisão do Finals. "Claro, tive alguns altos e baixos. Mas no geral, acho que esse foi o melhor ano para mim. Posso não ter vencido um Grand Slam, mas sinto profundamente que fui mais feliz e mais estável, menos dramática. Estou muito feliz por isso".

A primeira conquista de Muguruza em um Grand Slam foi ainda em 2016 no saibro de Roland Garros, e no ano seguinte ela também foi campeã de Wimbledon. Depois disso, havia vencido apenas mais três torneios até o fim do ano passado, tendo retomado uma sequência de bons resultados este ano.

"É verdade que nos últimos anos eu não joguei da mesma maneira que antes. Mas também não joguei um tênis ruim. Eu estava apenas aqui e ali, mas não chegava às rodadas finais dos Grand Slam, que fazem a diferença. Sempre achei que tinha um bom nível tênis, só tinha que mostrar isso. Essa é apenas mais uma prova de que eu acho que estou no melhor momento da minha carreira. A experiência que tenho agora, o tênis, e a maneira como eu lido comigo mesma são muito melhores do que antes".

Espanhola foi a favorita dos fãs e administrou bem a pressão
Apoiada pela torcida mexicana durante toda a semana do Finals em Guadalajara, Muguruza falou sobre o quanto a conexão estabelecida com os fãs foi fundamental para sua campanha. "Outro dia eu estava falando com meu empresário, Oliver. Ele me disse: 'Pela primeira vez, Garbiñe, você está realmente usando a torcida, recebendo essa energia e usando-a na quadra. Você deveria fazer isso com mais frequência'. Acho que uma grande lição para mim. Preciso ouvir as pessoas e torcida. Se eles gritam "Vamos!". Às vezes eu estou tão concentrada que apenas bloqueio tudo e não aproveito a energia do ambiente. Tive muito apoio aqui no México. Não sei se será assim em todo lugar, é claro. Mas usei nesta semana com certeza", disse a tenista, que vestiu a camisa da seleção mexicana de futebol em vários momentos do torneio.

Muguruza nunca escondeu o desejo de ir bem no Finals, desde que recebeu a notícia de que o evento deste ano seria realizado na América Latina. A espanhola, que perdeu o jogo de estreia contra Karolina Pliskova e foi se recuperando ao longo da competição, reconhece que sentiu uma dose extra de pressão no início do campeonato. "Eu senti tudo. Fiquei estressada no começo porque queria me sair bem. Tinha um grupo difícil e não comecei bem no torneio. Mas eu pensei: 'Ok, acalme-se, você queria estar aqui, este é o seu sonho, você ainda tem uma chance'. Então fiquei quieta um pouco, parei de reclamar, apenas continuei lutando, esperando as pequenas chances que eu poderia ter".

"Eu e Conchita [Martínez, sua treinadora] estávamos conversando e vendo todas as coisas positivas. Eu sei que perdemos na estreia, mas estamos aqui. Você tem uma chance. Não vamos sair de Guadalajara sem tentar de tudo. Olha onde estou agora com essa mentalidade! Eu consegui", vibrou a espanhola, que comemorou seu décimo título no circuito profissional. "Este é um grande troféu. Não sei se posso colocar nível de um Grand Slam, mas é um torneio especial. Estou muito feliz por ter provado a mim mesma mais uma vez que posso ser a melhor, e que posso ser a 'maestra', como dizemos em espanhol".

"Isso me coloca em uma posição muito boa para o próximo ano, com um bom ranking e uma boa energia. É apenas a recompensa por um ano tão longo. Minha equipe e eu trabalhamos muito e valeu a pena. Apenas nos mostra que estamos no caminho certo. Significa muito para mim ganhar um torneio tão grande na América Latina, aqui no México. Eu acho que é simplesmente perfeito", explica a tenista, que é nascida na Venezuela, mas criada na Espanha desde criança.

Títulos são mais importantes que o ranking
A espanhola já liderou o ranking mundial por quatro semanas em 2017 e comentou sobre suas chances de voltar ao número 1 no futuro, mas reiterou que os títulos são sua prioridade. "É um objetivo, mas estou com um troféu aqui e não há sensação maior do que tocá-lo e vencer um Grand Slam ou um Masters. O ranking, para mim, já foi. Já teve seu tempo. Agora eu penso menos nisso. É claro que ele influencia na hora de jogar, mas eu prefiro os troféus. Agora que eu já vivi as duas coisas, quero sempre os troféus".

 
 
 
 
 
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