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Melhor dupla do ano, tchecas conquistam o Finals
17/11/2021 às 21h54

Krejcikova e Siniakova fizeram campanha impecável durante a semana no Finals

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

Melhor dupla na temporada, as tchecas Barbora Krejcikova e Katerina Siniakova terminaram o ano em grande estilo e conquistaram o título do WTA Finals em Guadalajara. Invictas na competição, Krejcikova e Siniakova venceram a final desta quarta-feira contra a belga Elise Mertens e a taiwanesa Su-Wei Hsieh por 6/3 e 6/4 em 1h18 de partida.

Este foi o quinto título na temporada para Krejcikova e Siniakova, que também foram campeãs de Roland Garros, medalhistas de ouro nas Olimpíadas de Tóquio, além de conquistarem um WTA 500 em Melbourne e o WTA 1000 de Madri. Parceiras no circuito desde quando eram juvenis, as tchecas já têm 10 títulos juntas na WTA. Elas já haviam disputado outras duas edições do Finals, ficando com o vice em 2018.

Siniakova será número 1, Krejcikova repete feito da mentora
O título do WTA Finals também leva Katerina Siniakova à liderança do ranking mundial entre as especialistas em duplas, ultrapassando Hsieh. Ela tem mais pontos que a parceira nesse ranking, porque ganhou recentemente um título em Moscou ao lado de Jelena Ostapenko. Aos 25 anos, Siniakova acumula 33 semanas como número 1 do mundo, enquanto Krejcikova já liderou esse ranking por 19 semanas.

"Estou muito feliz por termos vencido e por poder terminar em primeiro lugar. É muito bom poder encerrar a temporada assim. Esta semana foi realmente incrível. Acho que precisávamos ser agressivas e fizemos isso. Estávamos jogando muito bem e mantivemos o espírito de equipe. Estou muito feliz por termos o troféu", afirmou Siniakova durante a entrevista coletiva.

Já para Krejcikova, a conquista do WTA Finals é especial por ela repetir um título de sua mentora, a ex-número 2 do mundo Jana Novotna, que a acompanhava no início de sua carreira profissional. Novotna tem uma rica trajetória no Finals, com um título de simples em 1997 e mais duas conquistas nas duplas, em 1995 e 1997, tendo como parceiras Arantxa Sanchez e Lindsay Davenport. Atual campeã de Roland Garros em simples e duplas, Krejcikova disputou a chave individual do Finals, mas caiu ainda na fase de grupos, sem conseguir vitórias.

"Significa muito para mim porque eu realmente admiro todas essas lendas que costumavam jogar antes de nós. Acho muito bom termos todas essas grandes ex-jogadoras, algumas delas ainda estão aqui conosco e tentando nos ajudar. Eu realmente aprecio isso. Acho muito bom podermos fazer o que amamos e receber dicas muito, muito boas das melhores pessoas", disse Krejcikova a TenisBrasil após a partida.

O primeiro set da partida foi de altíssimo nível para as tchecas, com Krejcikova exibindo um ótimo jogo de fundo e colocando pressão nas devoluções de saque. A atual número 3 do mundo nos dois rankings também tinha boas intervenções junto à rede, mas quem mais se destacava nesse aspecto era Siniakova. As tchecas conseguiram duas quebras durante a primeira parcial.

E logo na abertura do segundo set, elas conseguiram mais uma quebra de serviço e tiveram várias chances de ampliar a vantagem. Hsieh salvou um match-point quando ela e Mertens perdiam o segundo set por 5/3, mas as tchecas definiram o jogo no game seguinte, depois que Krejcikova confirmou o serviço. A entrega do troféu veio das mãos de Martina Navratilova.

A atual campeã de Roland Garros não escondeu sua admiração. "É muito especial receber o troféu de Martina, a quem admiramos. Ela é uma grande heroína para nós. Estou extremamente feliz por conhecê-la e por ela estar nos ajudando, todas jogadoras tchecas"

Krejcikova lembrou data nacional durante o discurso
Durante o discurso na cerimônia de premiação, Krejcikova lembrou dos 32 anos da Revolução de Veludo, comemorados neste 17 de novembro. A data deposição do regime de partido único, ainda no período comunista da antiga Tchecoslováquia, e também falou sobre seu discurso na coletiva. "Hoje pela manhã eu vi na internet que todos festejam o dia 17 de novembro e disse: 'Ok, é um dia muito, muito importante em nossa história'. Acho que seria muito bom realmente mostrar e lembrar às pessoas de fora da República Tcheca que há um grande, grande dia para nós, que estamos comemorando um grande dia de liberdade".

"Eu não era nascida quando tudo isso aconteceu, então não posso dizer que me lembro. Mas eu lembro que meus pais, falavam muito sobre isso e de tudo o que estava acontecendo antes. Estou extremamente feliz que tivemos algumas pessoas e estudantes corajosos na República Tcheca e também na Eslováquia, porque que agora podemos viver em liberdade e não precisamos mais ter medo. Acho que agora é o momento de aproveitar que podemos viajar e fazer o que amamos".

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