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Feliz com parceria, Pliskova continuará com Sascha
15/11/2021 às 00h10

Pliskova continuará com o ex-técnico de Osaka na próxima temporada do circuito

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

A parceria de Karolina Pliskova com o técnico Sascha Bajin será renovada por pelo menos mais uma temporada. Eles começaram a trabalhar juntos em novembro do ano passado, durante a pré-temporada, e a tcheca tem gostado dos resultados com o ex-treinador de Naomi Osaka. Apesar de não ter conquistado títulos em 2021, a atual número 4 do mundo voltou a disputar uma final de Grand Slam em Wimbledon, e também alcançou as decisões no saibro de Roma e no piso duro de Cincinnati, além de ter se classificado para o WTA Finals em Guadalajara.

"Com Sascha, as coisas estão indo muito bem. Então é claro que estaremos juntos na próxima temporada, o que é incrível para mim. E espero também por ele. Achei que tivemos um ótimo ano, mas ainda há muitas coisas que queremos melhorar. Sinceramente, eu me sinto feliz com ele. Acho que ele me entende e que estamos trabalhando bem juntos. Espero que possamos ter mais alguns bons anos", disse Pliskova a TenisBrasil, durante a entrevista coletiva, após a vitória no duelo tcheco contra Barbora Krejcikova por 0/6, 6/4 e 6/4 neste domingo.

Mesmo com duas vitórias e uma derrota no Finals, a tcheca não conseguiu se classificar para a semifinal em Guadalajara, já que Anett Kontaveit e Garbiñe Muguruza tiveram melhor aproveitamento no número de sets vencidos ao longo da semana. A estoniana terminou na primeira posição do grupo, enquanto a espanhola ficou com a segunda vaga.

Virada contra Krejcikova no fim da fase de grupos
Sobre o 'pneu' sofrido no primeiro set contra Krejcikova, a ex-líder do ranking acredita que isso se deu por uma combinação de dois fatores, um mau início de sua parte e uma boa atuação da adversária, campeã de Roland Garros nesta temporada. "É uma situação difícil. Você nunca quer começar uma partida assim, sem consegui fazer um game. Acho que foi uma soma de fatores, ela estava jogando muito bem, e eu não estava bem".

"Mas para voltar ao jogo, eu tentei jogar de forma mais simples, com o saque que eu me sentia mais confiante e utilizando mais bolas cruzadas, em vez de tentar winners malucos e impossíveis. Então eu apenas lutei muito para me dar uma chance, ou pelo menos para esperar que talvez ela fosse cometer erros, porque ela realmente não errava nada do primeiro set", acrescentou a tcheca, que cometeu 12 erros não-forçados no set inicial contra apenas 3 de Krejcikova.

Pliskova perdia por 6/0 e 4/2 quando confirmou um difícil game de saque, salvando um break-point e dando início à sua reação. Mas ela não acredita que aquele game tenha sido de fato determinante para o resultado final, mas sim a sua melhora gradual ao longo da partida. A tcheca também sua experiência em jogos mais longos.

"Eu não diria que houve algum game específico. Claro, houve um game em que ela realmente me ajudou, mas no geral ela estava não me dando tantas chances e eu tive que lutar por cada chance que eu tive. Claro que no fim do segundo set, teve aquele game em que ela me fez três faltas duplas. Mas acho isso só aconteceu porque eu estava constantemente pressionando e ficando cada vez melhor. Penso que até aquele momento que ela realmente não estava errando muito, mas sabia que seria difícil jogar uma partida perfeita".

"No geral, acho que todos esses jogos três sets que disputei este ano me ajudaram a ter confiança. Se você consegue de alguma forma se segurar, mesmo que o segundo set esteja apertado, e só para achar uma maneira de ficar no jogo. Acho que toda essa experiência que tive esse ano, e normalmente eu faço muitos de três sets em minha carreira (sorrindo), me ajudaram", explica a experiente jogadora de 29 anos.

Apesar das difíceis condições, ela venceu dois jogos

Pliskova reconhece que não conseguiu se adaptar completamente às desafiadoras condições do WTA Finals, com a altitude superior a 1.500m e o uso de bolas mais pesadas. "Honestamente, acho que este é o torneio mais difícil que já joguei em termos de não me sentir bem por um único dia aqui. Acho que essas condições não foram feitas para mim. Mas mantive uma atitude positiva, pelo menos nas partidas, mas não nos treinos. Consegui duas vitórias, o que muitas vezes seria o suficiente para chegar às semifinais".

"Acho que a coisa da qual eu mais me orgulho é que eu não me lembro da última vez em que joguei tantas partidas e treinei por tantos dias com um mau pressentimento. Claro, sempre há um dia que é melhor e outro pior, mas aqui não tinha dia melhor (sorrindo). Qualquer outro torneio com quaisquer outras condições vai ser muito melhor para mim".

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