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'Djokovic sempre pensa a longo prazo', diz médico
13/11/2021 às 12h42

Djokovic se mantém em alto nível aos 34 anos e lidera o ranking mundial

Foto: Arquivo

Turim (Itália) - A longevidade de Novak Djokovic, que se mantém em altíssimo nível aos 34 anos e na liderança do ranking mundial, é frequentemente discutida por especialistas no mundo do tênis. E um dos segredos para que o sérvio permaneça lutando por títulos importantes está em sua mentalidade de pensar a longo prazo. É o que diz o médico Igor Cetojevic, que diagnosticou intolerância de Djokovic ao glúten ainda em 2011 e teve fácil acesso ao tenista.

"Djokovic sempre pensou a longo prazo", disse Cetojevic ao canal Tennis Majors. "Ele sempre fazia perguntas como 'por que estamos fazendo isso?' Novak é brilhante e está sempre buscando soluções e respostas. Eu costumava brincar que ele tinha uma mentalidade alemã e era responsável por si mesmo. Por exemplo, se fizemos um acordo para tentar algo novo, ele experimentará tudo antes de decidir se fica confortável com isso ou não. Ele é persistente dessa forma".

O próprio Djokovic está bastante ciente das responsabilidades que tem para se manter em alto nível nessa idade e encarar os jogadores da nova geração. O sérvio está em Turim para a disputa do ATP Finals na próxima semana. Ele está no grupo Verde, ao lado de Stefanos Tsitsipas, Andrey Rublev e Casper Ruud. Sua estreia será contra Ruud, na próxima segunda-feira

"Para você estar no topo de um esporte individual tão exigente, é preciso saber que tudo é importante: o quanto você treina e a forma como o faz, de quem você se cerca, a maneira como você come, como você dorme e etc. Tudo isso afeta o produto final, que é o resultado na quadra. Estou ciente disso e essa consciência veio com o tempo", disse o número 1 do mundo, em entrevista coletiva com jornalistas sérvios após o título do Masters 1000 de Paris.

"Eu me esforço para ter a mente aberta, para sempre trazer novos detalhes para minha vida. Seja nos treinos, minha dieta, na abordagem mental e etc. Qualquer coisa que me dê uma vantagem e me permita melhorar meu jogo ou as minhas emoções na quadra. Claro, tenho minha própria fórmula, mas essa fórmula pode ser mudada, porque sou um ser humano que muda, como qualquer um de vocês. Devemos nos adaptar a essas mudanças", explica o vencedor de 20 títulos de Grand Slam.

"Junto com meus pais, tive duas grandes pessoas me mostrando o caminho: Jelena Gencic e Niki Pilic. Eles foram ótimos mentores e grandes professores não apenas no tênis, mas também na vida. Aprendi muito com eles, mas isso não significa que o meu trabalho acabou".

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