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Para Muguruza, tênis deve olhar para América Latina
13/11/2021 às 11h57

Muguruza tem sido a favorita dos fãs durante a semana em Guadalajara

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

Favorita dos fãs nesses primeiros dias de disputa do WTA Finals em Guadalajara, Garbiñe Muguruza acredita que o tênis precisa olhar mais para a América Latina e trazer mais eventos para a região. Para a espanhola, isso fica provado a partir do grande envolvimento do público durante as partidas, o que nem sempre acontece em outras etapas do calendário do circuito.

"Eu sabia que no México o público seria assim. Latinos torcem muito, eles estão sempre apoiando. E nesse caso, eles ficaram um pouco mais do meu lado. Quando soube que o Finals seria aqui, fiquei muito feliz por causa do ambiente. Já joguei aqui antes e sabia que seria divertido. O tênis é algo que eles não podem acompanhar todos os dias. Acho que isso é apenas uma prova de que poderiam fazer mais torneios aqui", disse Muguruza, durante entrevista coletiva em Guadalajara.

No início da semana, a espanhola já havia dito a TenisBrasil que esperava contar com o apoio da torcida. "Sinto que eu e a Paula [Badosa] podemos ser as favoritas dos fãs apenas, porque temos uma cultura semelhante, a cultura latina em geral. Acho que a nossa presença no torneio vai motivar as jovens da Espanha e também da América Latina, que podem se identificar conosco ao nos ouvirem falar. Elas podem se sentir mais próximas do tênis, o que nem sempre acontece quando se vê jogadoras distantes ou estrangeiras. Sinto que desta vez elas podem estar mais perto de nós".

"É sempre bom jogar o WTA Finals, mas não é a mesma coisa jogar na China ou na América Latina. É uma oportunidade única na vida. Isso teve um grande efeito em mim. Eu acho ótimo porque o tênis feminino não é uma prioridade na América Latina. Eu sinto que é algo que parecia impossível, mas agora é possível. Espero que outros países fiquem mais animados. Seria incrível fazer um pequeno circuito na América do Sul em algum momento do calendário", explica a jogadora de 28 anos, que faz sua quarta participação no Finals.

A espanhola diz ainda que a torcida foi um fator fundamental para a virada diante de Krejcikova. "Acho que não estava jogando muito bem no primeiro set e que o público realmente me ajudou no segundo. Eu disse isso na quadra, e estou falando sério, porque eles me animam. Eu percebi que não poderia deixar a quadra sem pelo menos tentar mudar as coisas ou dar mais trabalho a Barbora", comenta após a vitória por 2/6, 6/3 e 6/4.

"Estou muito feliz com meu espírito de luta hoje. Perdi a primeira partida [contra Karolina Pliskova] de uma forma muito difícil, mas fico feliz com a forma como lidei com as dificuldades hoje. Também estou feliz pela maneira como eu joguei o terceiro set, porque poderia ter sido para os qualquer lado. Desta vez eu senti que mereci vencer", comenta a espanhola, que não enfrentou break-points no último set da partida", complementou a número 5 do mundo, que enfrenta a estoniana Anett Kontaveit no domingo.

'Acho que a atmosfera foi incrível', diz Krejcikova
Superada por Muguruza na sexta-feira à noite, Krejcikova ainda não venceu na chave de simples em Guadalajara, mas ainda mantém chances de classificação para a semifinal. Ela enfrentará sua compatriota Karolina Pliskova na próxima rodada e precisa vencer em dois sets e torcer para Kontaveit fazer o mesmo. Outra chance seria vencer em três sets e contar com um 2 a 0 da estoniana contra Muguruza. Nesse cenário, a disputa pela segunda vaga seria no percentual de games vencidos.

Atual campeã de Roland Garros e número 3 do mundo em simples e duplas, Krejcikova vive a melhor fase da carreira aos 25 anos e espera um dia contar com tanto apoio quanto o que Muguruza teve na partida. "Está bem para mim. Eu estava dando o meu melhor e tinha algumas pessoas lá que estavam torcendo por mim também. Acho que a atmosfera foi realmente incrível e eu gostei dos fãs mexicanos. Acho que eles fazem um trabalho muito, muito bom para nós. Foi perfeito", disse a tcheca a TenisBrasil.

"Daqui a alguns anos, quando eu chegar ao mesmo palco que ela, terei fãs também. Haverá outra pessoa contra quem vou jogar, e os fãs vão torcer por mim da mesma forma. Eu vejo isso de forma muito positiva e estou realmente ansiosa para os próximos desafios. Eu realmente quero ver onde posso chegar em alguns anos. Ainda sou jovem e estou praticamente começando este ano. Eu me sinto muito bem por estar nos grandes palcos e só quero melhorar e continuar".

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