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Altitude, bola e respiração são desafios extras no Finals
09/11/2021 às 16h56

Swiatek comentou sobre a necessidade de se adaptar às bolas do torneio e fazer mudanças em seu jogo

Foto: Akron WTA Finals
Mário Sérgio Cruz

A disputa do WTA Finals em Guadalajara apresenta novos desafios para os oito jogadoras do torneio que encerra a temporada de 2021 na elite do circuito feminino. Por conta da atitude superior a 1.500m na cidade mexicana, as tenistas têm que se adaptar a novas condições de jogo, incomuns ao longo do ano. O torneio, que começa nesta quarta-feira, utilizará bolas específicas e mais pesadas para partidas nessa altitude. Há também a necessidade de uma preparação física adequada, já que o ar rarefeito e a menor pressão atmosférica interferem até mesmo na respiração das atletas.

"As bolas são muito pesadas e a pressão é diferente. Acho que as condições são boas. Mas eu diria que se jogássemos aqui com bolas normais, elas voariam como loucas. Então estou muito feliz que o torneio nos forneceu essas bolas diferentes para que possamos jogar de verdade", disse a polonesa Iga Swiatek, número 9 do mudo e que disputa o Finals pela primeira vez aos 20 anos. Ela será a jogadora mais jovem do torneio.

Swiatek é uma jogadora de estilo agressivo e muito peso de bola, mas que também gosta de utilizar algumas variações e trick-shots. Ela foi perguntada por TenisBrasil se terá que mexer alguma coisa em seu estilo de jogo, e reconhece que a solidez de fundo será uma prioridade nos primeiros dias do torneio.

"Acho que, se eu me sentir mais confortável com os golpes mais complicados ou arriscados, eles virão em seguida. Mas por enquanto, estou me concentrando apenas em estar no ritmo e em ser sólida e consistente durante partidas", comenta a polonesa, que está no mesmo grupo que Aryna Sabalenka, Maria Sakkari e Paula Badosa.

Jogadora que mais participou do Finals entre os oito classificadas para o evento deste ano, Karolina Pliskova já disputou o torneio nas quadras duras e cobertas de Singapura e Shenzhen e faz sua quinta aparição no evento, a primeira na altitude mexicana. Guadalajara é 11ª cidade diferente a sediar o Finals, que está em sua 50ª edição.

"Eu não acho que posso realmente mudar muito meu jogo em apenas uma semana. Mas é claro que há coisas que talvez eu queira fazer melhor porque as condições são muito difíceis para mim", disse a tcheca a TenisBrasil. "Como eu jogo muito reto, a bola voa e eu sinto que estou errando muito. Eu apenas tento fazer o meu melhor. Espero que meu saque seja minha arma aqui durante as partidas. Vamos ver. Nunca competi realmente nessas condições, então não posso dizer como será. Só sei como foram os treinos".

"Além do jogo, você também sente a respiração um pouco mais pesada. Isso é algo com que você pode se acostumar. Acho que as quadras estão mais lentas e as bolas quicando bastante alto. Isso é algo contra o que eu estava lutando um pouco esta semana. Mas tive dias suficientes. Não foram perfeitos, mas vamos ver. Não precisa ser perfeito a menos que eu ganhe, então vamos ver como serão as partidas", explicou a número 4 do mundo, que tem em seu grupo Garbiñe Muguruza, Barbora Krejcikova e Anett Kontaveit.

'Nunca experimentei nada parecido', diz Muguruza

Muguruza é outra jogadora bastante experiente no circuito, já com 28 anos, e tem dois títulos no México. Mas as conquistas da espanhola foram em Monterrey, que tem elevação de apenas 530m. "Bem, eu nunca experimentei nada parecido com isso antes, nem joguei nesta altitude. Já joguei bem aqui no México, mas em outras condições. Só estou lutando para me acostumar com as condições, mas a cada dia ficando um pouco melhor. Espero que amanhã eu consiga a melhor versão de mim mesma".

A ex-líder do ranking faz sua quarta aparição no Finals e busca um título inédito. "Sinto que a respiração fica mais rápida, mas o corpo se acostuma e você pode facilmente trabalhar nisso. E também tem que saber controlar a bola e jogar e me acostumar com o tênis nesta altitude. Sei que é difícil, mas vai ser difícil para todo mundo".

Sakkari sabe que talvez não consiga jogar seu melhor
Já a grega Maria Sakkari está ciente de talvez não consiga jogar seu melhor tênis e que terá que se superar. "Acho que todas nós sabíamos que teríamos que vir bem cedo por causa das condições. Sabíamos que havia 1.500 metros de altitude aqui e que tínhamos que nos ajustar.

Eu pessoalmente sei que posso não jogar meu melhor tênis, mas tenho que aceitar porque às vezes isso pode parecer estranho. Às vezes, você comete erros que não cometeria em um torneio ao nível do mar. Quem aceitar mais os próprios erros e aceitar jogar um tênis mais 'feio', entre aspas, nesta semana terá uma chance melhor de vencer o torneio".

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