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Djokovic reforça motivação para bater recordes
07/11/2021 às 17h44

Paris (França) - Campeão do Masters 1000 de Paris, o sérvio Novak Djokovic conseguiu mais dois recordes para eles em um só fim de semana. Ao vencer a semi no sábado, ele garantiu pela sétima vez a liderança do ranking no final da temporada, superando o norte-americano Pete Sampras. Já com a conquista deste domingo, foi a vez de deixar o espanhol Rafael Nadal para trás no número de títulos de Masters 1000.

“Sempre fui honesto em dizer que fazer história no nosso esporte é uma motivação muito grande. Quero sim provar que posso quebrar todos os recordes e isso me motiva muito para continuar. Minha prioridade são os Grand Slams e Masters 1000, onde você pode ganhar o maior número de pontos”, afirmou o número 1 do mundo, que levantou sua 37ª taça de Masters no Palácio de Bercy.

Embora mire o topo em todas as estatísticas que forem possíveis, o sérvio não se esquece daqueles que vieram antes dele e presta as devidas homenagens. “Eu me considero um estudante do esporte, realmente respeito e admiro todos os campeões anteriores que abriram o caminho para mim. Estamos aproveitando os benefícios deste esporte por causa deles”, comentou o líder do ranking.

Além das duas marcas alcançadas em Paris, neste ano ele também bateu o recorde de semanas como número 1 e por pouco não conseguiu o Grand Slam de calendário, que o deixaria isolado como o maior campeão neste nível. Contido, na reta final do ano, Djokovic prefere deixar para trás a derrota no US Open.

“Estou farto de Grand Slams neste ano. Não tenho sentimentos negativos sobre isso. Existem muitos elementos positivos nos quais se concentrar. Ganhei três deles neste ano e fui até a final em Nova York. Não foi o cenário ideal, não venci, mas me senti aliviado porque havia uma pressão imensa nos meus ombros. Nunca vivi tanta pressão em toda a minha carreira”, comentou o sérvio.

Ao analisar a vitória de virada sobre o russo Daniil Medvedev na final, ele destacou a primeira quebra obtida no segundo set como ponto de virada. “Mesmo tendo perdido o primeiro set, ainda achei que estava bem perto. Estava cometendo alguns erros não forçados que lhe permitiram conquistar o primeiro set sem muitos problemas. Mas eu sabia que as coisas iriam melhorar porque estava me sentindo bem na quadra. Aquela quebra no quarto game do segundo set foi provavelmente o ponto de virada”.

Com 33 subidas à rede e 76% de aproveitamento nesses pontos, o sérvio contou que isso não foi por acaso. “Definitivamente era parte do plano tático e da estratégia, tentar tirar o tempo de Daniil e colocar um pouco de variedade no meu jogo para forçá-lo a cometer mais erros”, disse Djokovic, que não poupou elogios ao rival russo.

“Ele tem um grande saque e se move muito bem para sua altura. Não há buracos em seu jogo agora, tanto o forehand quanto o backhand são muito sólidos. Também, ficou mais agressivo, pega a bola e vem para a rede. Seus voleios melhoraram, o que talvez fosse sua fraqueza no passado. Além disso, é um cara muito inteligente, que tenta maximizar seu potencial. Ele é o líder da próxima geração de jogadores, onde você tem Zverev, Thiem, Tsitsipas, Rublev”, finalizou.

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