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Djoko vence Paris e retoma recorde de Masters 1000
07/11/2021 às 13h29

Paris (França) - Um dia após garantir o recorde de temporada terminadas como número 1 do mundo, o sérvio Novak Djokovic conseguiu outro recorde. Ao bater o russo Daniil Medvdev de virada na final do Masters 1000 de Paris, com parciais de 4/6, 6/3 e 6/3, ele chegou ao 37º título de Masters e se isolou como o maior vencedor neste nível de torneio, deixando para trás o espanhol Rafael Nadal.

Os dois estavam empatados com 36 títulos para cada, mas o sérvio agora voltou a liderar esta lista. Djokovic levanta pela sexta vez a taça no Palácio de Bercy, igualando o número de conquistas que tem em Miami, que até então era seu Masters 1000 mais vitorioso. Sucesso maior ele só tem no Australian Open, onde já faturou nove títulos.

Este foi o 86º título da carreira do tenista de Belgrado e o quinto na temporada, igualando a marca do alemão Alexander Zverev e do norueguês Casper Ruud, que também foram campeões cinco vezes em 2021. Medvedev poderia alcançar o mesmo feito, mas ficou com suas quatro taças no ano, empatado com o italiano Jannik Sinner.

A conquista na capital francesa renderá uma premiação de 336.030 euros para o sérvio de 34 anos, enquanto o vice-campeão Medvdev, que defendia o título de 2020, levará para casa uma premiação de 187 mil euros.

Djokovic começou um pouco lento e logo no primeiro game encarou 0-40 com o saque, salvando os dois primeiros break-points, mas sucumbindo ao terceiro. A vantagem de Medvedev não durou muito e depois de abrir 2/0, o russo levou uma quebra no quarto game e tudo voltou a ficar igualado. O russo voltou a ter o serviço ameaçado no sexto, escapou da quebra e em seguida foi ele que quebrou.

Com a vantagem na parcial, o vice-líder do ranking foi firme na reta final, confirmou seus serviços no oitavo e décimo games para fazer 1 a 0. Medvedev anotou apenas duas bolas vencedoras a menos que Djokovic (8 a 10), mas o sérvio cometeu quatro vezes mais erros não forçados do que o rival (16 a 4).

No segundo set o sérvio calibrou melhor os golpes e diminuiu os erros. A maior regularidade fez efeito e Djokovic praticamente não deu muitas chances ao russo, conquistou uma quebra no quarto game e com ela foi até sacar em 5/3, quando Medvedev teve seus primeiros três break-points do set, mas que foram evitados pelo número 1 do mundo.

O equilíbrio permaneceu na terceira e decisiva parcial, em que qualquer detalhe poderia definir o jogo. Bastou um vacilo de Medvedev no quinto game para ele levar a quebra que acabou selando a vitória de virada de Djokovic, que administrou a vantagem até o fim e bateu o russo pela sexta vez em 10 confrontos, devolvendo a derrota sofrida na final do US Open.

As subidas à rede de Djokovic foram uma marca sua nesta partida, vencendo 25 dos 33 pontos que tentou encurtar (76% de aproveitamento). Apesar da vitória, ele cometeu 10 erros não forçados a mais que Medvedev (31 a 21), compensando com quatro bolas vencedoras a mais (35 a 31).

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