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Peng acusa ex-líder do Partido Comunista de assédio
04/11/2021 às 09h25

Shuai Peng se pronunciou em uma rede social chinesa e depois teve sua publicação excluída

Foto: WTA

Pequim (China) - Afastada do circuito desde fevereiro deste ano, a chinesa Shuai Peng, ex-número 1 do mundo nas duplas e ex-top 20 em simples, fez uma declaração explosiva contra um ex-líder de estado na última terça-feira. De acordo com imagens de uma postagem excluída da conta verificada da tenista no Weibo, rede social chinesa semelhante ao Twitter, ela acusou o ex-vice-premiê Zhang Gaoli de pressioná-la a fazer sexo.

Segundo informa a CNN, a postagem parece uma carta aberta a Zhang, com quem Peng alega um relacionamento durante um período intermitente de pelo menos 10 anos. As alegações da tenista agitaram a internet chinesa e com isso veio a censura, com uma velocidade e ferocidade nunca vistas em nenhum dos casos #MeToo anteriores do país.

Sua longa postagem, publicada pouco depois das 22h de terça-feira, foi excluída em menos de 30 minutos. As capturas de tela inicialmente circularam amplamente nas redes sociais e em grupos de bate-papo privados, mas logo foram censuradas também, junto com outros comentários que discutiam o caso. A conta verificada de Peng, que tem mais de meio milhão de seguidores, permanece no Weibo, mas foi bloqueada de pesquisas.

Peng afirmou que fez sexo pela primeira vez com Zhang há mais de 10 anos, quando Zhang servia como chefe do Partido Comunista em Tianjin. Cerca de três anos atrás, ela conta que foi repentinamente convidada para jogar tênis com ele em Pequim. Zhang e sua esposa levaram depois Peng de volta para sua casa, onde afirmou foi pressionada a fazer sexo com Zhang.

A tenista contou que desde então teve um relacionamento extraconjugal com Zhang, mas sofreu "muitas injustiças e insultos". Ela alegou que brigaram na semana passada, Zhang se recusou a encontrá-la e desapareceu.

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