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Halep: 'Austrália está certa em impor tais restrições'
22/10/2021 às 09h17

Moscou (Rússia) - A definição do governo australiano, que irá cobrar vacinação completa de todos aqueles que quiserem ingressar no país, inclusive os tenistas, para a disputa do Australian Open de 2022, mais uma vez dividiu o circuito. Em entrevista coletiva no WTA 500 de Moscou, a romena Simona Halep apoiou totalmente a definição dos australianos.

“Eu sou pró-vacina e fui vacinada. Nós temos problemas com isso na Romênia, onde os hospitais estão sobrecarregados e há um grande drama a esse respeito. A Austrália está certa em impor essas restrições. É duro, mas é o único jeito”, afirmou a ex-número 1 do mundo na última quinta-feira.

Não é a primeira vez que a romena se posiciona a favor da vacinação. Um mês atrás ela já havia defendido a imunização como melhor saída para a pandemia do coronavírus. "Respeito todas as opiniões, desde que não sejam baseadas em teorias da conspiração", afirmou Halep em entrevista ao L'Equipe.

Um dos principais contratempos para o circuito como um todo é o baixo índice de vacinados. Dados fornecidos pela ATP indicam que ainda falta 35% de todo o top 100 ser vacinado. A situação na WTA é ainda pior, com 40% das jogadoras ainda sem vacinação.

O sérvio Novak Djokovic é o principal nome contrário à obrigação da vacina e inclusive já avisou que não sabe se irá competir no Australian Open em 2022. O número 1 do mundo lembrou das duras normas de quarentena impostas aos tenistas no começo da temporada e disse que atualmente a situação não é nada boa. “Se tais condições se mantiverem, penso que muitos jogadores pensarão muito bem se irão”.

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