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Djokovic define calendário, mas é dúvida para o AO
18/10/2021 às 16h39

Belgrado (Sérvia) - Líder do ranking mundial, Novak Djokovic retornou aos treinamentos em quadra nesta segunda-feira. O sérvio estava sem jogar desde a derrota para Daniil Medvedev na final do US Open e se prepara na capital Belgrado. Ele recebeu a imprensa de seu país e anunciou seu calendário de competições até o fim do ano, destacando o Masters 1000 de Paris, o ATP Finals e também a fase final da Copa Davis. Entretanto, não há uma definição sobre sua participação no Australian Open de 2022.

"Comecei a treinar hoje. Já faz muito tempo que não treino com raquete. É verdade que continuei fazendo a preparação física, mas acabei de voltar a jogar tênis", disse Djokovic ao jornal Blic. Durante a sessão de treinos, ele teve a companhia de Viktor Troicki, capitão da Sérvia na Copa Davi, Boris Bosnjakovic, um dos treinadores do Novak Tennis Center, Marko Paniki, seu preparador físico, e a jovem jogadora Olga Danilovic, de 20 anos e 126ª do ranking da WTA. "Hoje fui sparring da Olga. Estou preparando-a e veremos que tipo de trabalho fiz como sparring quando ela for para o próximo torneio. Estarei em Belgrado por mais alguns dias".

"Por enquanto, pretendo jogar contra o Masters 1000 de Paris, o ATP Finals em Turim e a Copa Davis. Essa é a minha programação até o final da temporada. Com certeza estarei em Belgrado até o final da semana porque meus filhos e eu vamos para a escola aqui e o aniversário de Stefan é em alguns dias, então vamos comemorar aqui com nossa família. Então, uma semana antes da competição em Paris, deixarei a Sérvia para me dedicar mais aos treinos e preparativos", avaliou o jogador de 34 anos.

Rígida quarentena na Austrália preocupa Djokovic
Apesar do período longe do circuito, Djokovic tem acompanhado as discussões sobre as condições de segurança para o Australian Open de 2022 e sua principal preocupação é ter que passar por uma rígida quarentena de 14 dias, que poderia deixá-lo até mesmo fora dos treinos. "Estou acompanhando a situação na Austrália e, pelo que entendi, a decisão final do Governo e da Tennis Australia será em duas semanas. Portanto, é na primeira ou a segunda semana de novembro. Não acredito que as condições vão mudar muito em relação ao que já sabemos. Como foi o caso neste ano, haverá muitas restrições. O que ouvi do meu agente, que está em contato direto com pessoas da Tennis Australia, é que eles estão tentando melhorar as condições para todos. Tanto para aqueles que foram vacinados quanto para aqueles que não foram".

"O principal problema é que se você estiver no avião com uma pessoa que testar positivo para Covid-19, vacinado ou não, automaticamente tem que ficar 14 dias no quarto. Isso aconteceu com Viktor Troicki em janeiro deste ano. Não só ele, mas também 70 jogadores tiveram que ser colocados em quarentena. Conversei com muitos jogadores e isso é algo de que todos não gostaram", explicou o vencedor de nove títulos do Australian Open e de 20 troféus de Grand Slam. "Não sei se vou para a Austrália, não sei o que vai acontecer. Atualmente, a situação não é nada boa".

"Não foi uma boa experiência para nós, por exemplo, foi muito difícil para o Viktor. Eu tive aquela quarentena [em Adelaide] onde podíamos treinar, mas se um atleta profissional ficar nesse tipo de quarentena, sem que ele possa sair da quarto para treinar, e então espere que ele jogue em algum nível. Sem falar no aumento do risco de lesões, que foram muitas, inclusive eu me lesionei este ano. Se tais condições se mantiverem, penso que muitos jogadores pensarão muito bem se irão ou não. Afinal, o aspecto financeiro ou econômico é o que decide com muitos jogadores".

Sérvio não revela se está vacinado contra a Covid-19
Sobre a possibilidade de o governo local ou a direção do torneio exigirem o comprovante de vacinação dos jogadores, Djokovic diz que não vai revelar se está vacinado ou não. "Ainda não sei se jogarei em Melbourne. Não sei qual será a minha agenda. Há muita especulação. A mídia especula muito e isso me incomodou muito. Não falei muito porque todos fizeram algumas suposições com base no que eu disse há um ano. Assumo a minha posição e sempre pensei o mesmo. Não revelarei meu status se fui vacinado ou não. É um assunto privado".

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