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Bia derruba Pliskova na maior vitória da carreira
11/10/2021 às 20h29

Bia também consegue a maior vitória do tênis feminino brasileiro em termos de ranking

Foto: BNP Paribas Open

Indian Wells (EUA) - A segunda-feira foi histórica para o tênis feminino brasileiro com a maior vitória da carreira de Beatriz Haddad Maia. Depois de entrar como lucky-loser no WTA 1000 de Indian Wells e de estrear com vitória na chave principal, Bia superou a tcheca Karolina Pliskova, número 3 do mundo e principal cabeça de chave do torneio, por 6/3 e 7/5 em 2h01 de partida.

Esta é a segunda vitória contra top 10 na carreira de Bia, que havia derrotado a então quarta colocada Sloane Stephens no piso duro de Acapulco em 2019. Ela também consegue a maior vitória do tênis feminino brasileiro na Era Aberta. Outras duas tenistas do país haviam superado adversárias no top 5, Andrea Vieira contra Helena Sukova no saibro de Hamburgo em 1989 e Niege Dias sobre Claudia Kohde-Kilsch na Fed Cup de 1986.

Além disso, Bia iguala as melhores campanhas brasileiras em torneios equivalentes aos atuais WTA 1000. A primeira a conseguir esse feito foi Patricia Medrado, no saibro de Roma em 1981. Depois, Niege Dias chegou às oitavas de final em Montréal no ano de 1987 e em Roma no ano seguinte. Já em 1990, Andrea Vieira repetiu a campanha na capital italiana.

A próxima adversária de Bia em Indian Wells será a estoniana Anett Kontaveit, número 20 do mundo e invicta há oito jogos no circuito, vinda de título em Ostrava. Kontaveit eliminou nesta segunda-feira a atual campeã Bianca Andreescu, 21ª do ranking e atual campeã do torneio, por 7/6 (7-5) e 6/3. Andreescu defendeu apenas 65 dos mil pontos que fez em 2019 e sofrerá uma queda acentuada no ranking do dia 8 de novembro, quando caem os pontos de Indian Wells.

A campanha até as oitavas de Indian Wells está rendendo 140 pontos no ranking para Bia, sendo 20 pela vitória na estreia do quali e mais 120 pelos resultados da chave principal. Ela tem 18 pontos a descartar de seu 16º e último resultado válido para o ranking. A atual 115ª do ranking deverá voltar ao grupo das 100 melhores do mundo e tem como melhor marca da carreira o 58º lugar, alcançado em setembro de 2017 e repetido no início do ano seguinte.

Bia acumula 66 vitórias no ano, considerando todos os níveis de competições do circuito, incluindo qualificatórios, e já conquistou cinco títulos por torneios da Federação Internacional. No início da temporada, a paulista de 25 anos ocupava apenas o 359º lugar do ranking.

Brasileira se adaptou melhor ao vento e condições lentas

Desde o início da partida, Bia se mostrou melhor adaptada às condições de muito vento e do piso da quadra mais lento, que dificulta as chances de definir os pontos. Nessa situação, a brasileira tentou ser mais paciente do fundo de quadra e fazer a tcheca ter sempre que jogar uma bola a mais. 

Os três primeiros games da partida tiveram quebras, até que a brasileira conseguisse confirmar o serviço e fizesse 3/1 no placar. Mesmo enfrentando outros quatro break-points na parcial, a canhota paulista conseguiu manter a vantagem e colocava pressão em diferentes games de saque da tcheca. Pliskova fez sete duplas faltas no primeiro set e só venceu 18% dos pontos quando dependia do segundo serviço, com isso acabou permitindo mais uma quebra no fim do set. 

Bia abriu vantagem no início do segundo set e largou com 2/0, vencendo oito dos primeiros onze pontos. Entretanto, a parcial teve uma sequência de oito quebras de saque consecutivas. A brasileira chegou a liderar por 3/1, 4/2 e 5/3, mas não conseguia sustentar a liderança, inclusive no momento de sacar para o jogo. Na sequência, Pliskova conseguiu confirmar o saque pela primeira vez no set para fazer 5/5. Dois games mais tarde, a brasileira chegou a dois match-points no saque da adversária. Pliskova salvou o primeiro encaixando um ótimo saque e a primeira bola com o forehand, mas Bia aproveitou a segunda chance para marcar a maior vitória da carreira.

Pliskova terminou o jogo com número maior de winners, 24 a 19, mas cometeu cometeu 42 erros não-forçados contra apenas 18 de Bia na partida. O jogo teve ao todo 13 quebras de serviço, oito para a brasileira. E as duas jogadoras criaram ao todo 28 break-points, 14 para cada uma. Chama atenção também as 12 duplas faltas da tcheca na partida.

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