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Toni aposta em bom 2022 para Nadal e mais 3 anos
06/10/2021 às 08h47

Manacor (Espanha) - Tio e ex-treinador do espanhol Rafael Nadal, Toni Nadal falou sobre o momento do sobrinho e se mostrou otimista por sua recuperação. Ele aposta em um bom 2022 para o canhoto de Mallorca e ainda acredita que virão pelo menos mais duas ou três boas temporadas pela frente para o atual número 6 do mundo.

“Apesar de tudo, ele está animado e acho que vai superar tudo uma vez mais. Sou otimista e minha sensação é que 2022 pode ser uma boa temporada para ele, que ainda tem mais dois ou três bons anos pela frente”, disse Toni em entrevista ao podcast Tres Iguales, na qual também falou sobre a rivalidade com Roger Federer e Novak Djokovic e a disputa para ver quem é o maior.

“Quando Rafa surgiu já se via que Roger seria um dos melhores da história e em seguida veio Novak e nos demos conta que era especial. Foi quando Rafa completou o Grand Slam com 24 anos que soube que lutaria para ser o melhor da história. Seu progresso sempre esteve condicionado pela lesão congênita no pé, que agora tem o atrapalhado muito”, observou o treinador.

Toni também comentou sobre estratégias de jogo para Nadal enfrentar seus dois maiores oponentes. “Contra Roger tudo sempre foi mais fácil porque desde 2006 nos concentramos em começar quase todos os pontos jogando uma bola alta e forte no backhand”, disse o ex-técnico do canhoto de Mallorca.

“Djokovic foi muito mais complexo, não sabíamos ler o jogo dele. No US Open de 2010, Rafa  me perguntou o que fazer. Eu o instruí a jogar forte e profundamente no centro, e só mudar de direção quando ele estivesse em uma posição muito vantajosa. Mas por dentro, eu achava que tínhamos apenas que rezar, porque o cara estava sendo melhor”, lembrou o espanhol.

O treinador também analisou o atual momento do circuito. “Esse esporte virou um jogo de velocidade, não de estratégia. Em pouco tempo tudo acelerou muito. Nos primeiros anos de carreira de Rafa você encontrava jogadores que permitiam jogar, que lutavam por cada bola e pensavam, mas agora o caminho é bater forte antes do adversário”, observou Toni.

“Acho que no atual momento os jovens estão menos dispostos a pensar porque se concentram em rebater com força e têm à sua volta treinadores que são responsáveis pela estratégia”, finalizou o técnico, que disse ter tentado moldar Nadal para que pudesse conectar winners em qualquer contexto e elogiou sua capacidade de melhorar, principalmente com o backhand cruzado.

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