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Federer crê que recordes do Big 3 serão quebrados
28/09/2021 às 11h14

Londres (Inglaterra) - Se para muitos será muito difícil para as próximas gerações baterem o recorde de Grand Slam no masculino, que atualmente é dividido entre Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic, os três com 20 títulos cada, para o suíço a marca será superada no futuro, assim como tantas outras que pareciam impossíveis acabaram também sendo batidas.

“Quando comecei, o recorde era de 12 e então Pete Sampras aumentou para 14 depois”, disse o tenista de 40 anos em entrevista à edição britânica da GQ Magazine. “Eu o superei em 2009 com 15, empatando primeiro em Roland Garros e então o deixando para trás em Wimbledon. Veremos uma nova era de campeões. Hoje em dia é mais fácil dominar em superfícies diferentes”, analisou.

“Antes havia jogadores de quadra dura ou saibro, eram bem poucos aqueles que se defendiam bem em todas as superfícies. (Bjorn) Borg conseguiu, mas as coisas eram diferentes. Não se perseguia um Grand Slam depois do outro e nem o recorde como agora. Então, acho que um novo jogador incrível vai quebrar nosso recorde, mas não de imediato”, opinou Federer.

O suíço também enalteceu a jornada de Djokovic, que venceu os três primeiros Grand Slam e ficou a uma vitória de faturar os quatro principais títulos na mesma temporada. “Acho que ele teve um ano fenomenal e será muito interessante ver como nossas carreiras continuam. É incrível que Rafa, Novak e eu estejamos em 20 Grand Slam”.

Ao falar sobre o problema no joelho, Federer lamentou não ter conseguido jogar melhor em Wimbledon, embora tenha alcançado as quartas de final. “Eu gostaria de estar em melhor forma, mas cheguei lá e fui até as quartas. No geral foi um bom torneio para mim”, observou o suíço, que depois teve que passar por uma terceira operação e agora só voltará em 2022.

"A decisão de não jogar nas Olimpíadas foi baseada na condição do joelho e eu sabia que não poderia jogar. Faria de tudo para jogar o Grand Slam e os Jogos, mas não estava 100%. Isso explica a cara de tristeza que mostrei em Wimbledon. Mas um atleta tem que lidar com contratempos e agora eu tenho que descobrir como seguir em frente a partir daqui”, disse o tenista da Basileia.

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