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Rune diz ter se sentido como Federer com torcida em NY
16/09/2021 às 15h25

Nova York (EUA) - Adversário do sérvio Novak Djokovic na primeira rodada do US Open, o dinamarquês Holger Rune rememorou as sensações que teve em quadra, no que foi seu primeiro jogo da carreira na chave principal de um Grand Slam. Arrancando aplausos do público, ele ganhou a simpatia dos torcedores no Arthur Ashe Stadium e saiu extasiado de quadra.

“Nunca vi nada parecido em minha carreira. No começo, não tínhamos certeza se devíamos viajar para Nova York, meu treinador é um cara que prefere jogar pelo seguro em relação a metas. Como não havia torneios Challenger de quadra dura antes ou logo depois do US Open, poderíamos ter feito uma viagem muito curta”, disse Rune em entrevista para o site da ITF

O jovem tenista conseguiu convencer seu treinador a embarcar na aventura norte-americana. “Cheguei a um acordo com ele e com minha mãe, que disseram que eu só poderia viajar se pudesse melhorar alguns aspectos do meu jogo”, contou o dinamarquês, que fez valer a oportunidade, furou o quali e depois encarou o número 1 do mundo na primeira rodada do US Open.

Rune relembrou com alegria de seu duelo com Djokovic. “Todos me aplaudiram, as pessoas gritaram meu nome. Na hora eu não sabia o que diziam, mas quando percebi que era meu nome eu fiquei tão feliz que quase me senti como Federer em quadra. Fico arrepiado ao falar sobre isso”, contou o tenista de apenas 18 anos.

Sobre a partida, ele disse que não é nada fácil encarar o número 1 do mundo, ainda mais depois de ser dominado no primeiro set. "Perdi por 6/1, mas senti que deveria continuar com meu jogo. E eu estava certo, ganhei o segundo set por 7/6. A energia que isso trouxe foi incrível, mas no terceiro set tive cãibras, algo que era um problema no início do ano, mas que consegui resolver depois de encontrar o equilíbrio correto entre sal e magnésio”, falou o dinamarquês.

“Talvez toda a tensão pré-jogo e o simples ato de enfrentar Djokovic tenham feito meus músculos ficarem ainda mais tensos. Além disso, Novak joga tão perto das linhas que tive que correr mais do que o normal. Apesar da derrota, aprendi muito com aquela partida e há muito que quero melhorar no meu tênis", complementou Rune.

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