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Djokovic anota outra virada e está a 2 jogos do recorde
09/09/2021 às 01h32

Djokovic conseguiu três viradas seguidas durante o US Open

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) - Pelo terceiro jogo seguido neste US Open, Novak Djokovic começou atrás no placar de uma partida, mas conseguiu mais uma virada para garantir seu lugar na semifinal da competição. O número 1 do mundo superou o italiano Matteo Berrettini, oitavo do ranking, por 5/7, 6/2, 6/2 e 6/3 em 3h27 de partida. Com o resultado, Djokovic está a duas vitórias de duas façanhas, o tão sonhado 21º título de Grand Slam, que faria dele o recordista isolado em conquistas deste porte, e o incrível feito de conquistar todos os quatro maiores torneios do circuito no mesmo ano.

Esta foi a quarta vitória de Djokovic contra Berrettini no circuito, mantendo seu perfeito retrospecto nos confrontos diante do italiano. Na atual temporada, eles já haviam se enfrentado pelas quartas de final de Roland Garros e também na final de Wimbledon. Aos 34 anos, o sérvio disputará sua 42ª semifinal de Grand Slam na carreira e a 12ª em Nova York. Tricampeão do US Open em 2011, 2015 e 2018, ele tem outros cinco vice-campeonatos em Nova York.

O adversário de Djokovic na semifinal da próxima sexta-feira será o alemão Alexander Zverev, número 4 do mundo. Eles já se enfrentaram nove vezes e Djokovic lidera o histórico de confrontos por 6 a 3. Mas Zverev levou a melhor no duelo mais recente, durante os Jogos Olímpicos de Tóquio. Além disso, o alemão de 24 anos defende uma invencibilidade de 16 jogos no circuito, já que foi medalhista de ouro no Japão e campeão do Masters 1000 de Cincinnati três semanas depois. Zverev só perdeu um set durante este US Open.

Nos cinco jogos que fez durante o Grand Slam norte-americano, Djokovic só conseguiu vencer por 3 a 0 o holandês Tallon Griekspoor na segunda rodada. Ele precisou de quatro sets na estreia contra o jovem dinamarquês Holger Rune, começou atrás no placar na terceira rodada contra o japonês Kei Nishikori, e também buscou uma virada nas oitavas, diante do norte-americano Jenson Brooksby. 

Já Berrettini não conseguiu repetir seu melhor resultado no US Open. O italiano de 25 anos foi semifinalista do torneio em 2019. Com isso, perde 360 dos 720 pontos que precisava defender em Nova York, mas não corre riscos de ser ultrapassado no ranking. Ele faz uma temporada consistente no circuito, com 37 vitórias e apenas 9 derrotas, além de ter conquistado dois títulos e disputado sua primeira final de Grand Slam na grama de Wimbledon.

Depois de um 1º set duro, sérvio não correu mais riscos
Só o primeiro set da partida durou 1h17. A parcial teve games longos e oportunidades de quebra para os dois lados. Berrettini disparou sete aces e escapou das duas chances de quebra que enfrentou no set. Já Djokovic salvou dois break-points logo no game de abertura e outros dois no sétimo game para fazer 4/3. Mas quando o placar estava empatado por 5/5, cometeu muitos erros e permitiu a única quebra de serviço de todo o set. O equilíbrio da parcial aparecia nos números, com 15 a 14 em winners para Djokovic e 17 erros do sérvio contra 16 do italiano.

A perda de um set não abalou Djokovic, que fez uma segunda parcial impecável no saque. Ele cedeu apenas três pontos nos games de serviço e não correu risco algum. Além disso, encontrou o posicionamento ideal para as devoluções de saque e passou a pressionar o saque de Berrettini com maior frequência. Foram duas quebras e mais cinco break-points em outro game. O número 1 do mundo também fez um jogo muito mais sólido do fundo de quadra, com apenas três erros não-forçados em todo o set. O italiano até fez 10 a 8 em winners, mas cometeu 9 erros.

O roteiro do terceiro set foi muito parecido. Djokovic quebrou ainda mais cedo e fez 3/0 e só perdeu cinco pontos no saque. Ele escapou do único break-point que enfrentou e criou novas chances, ampliando a vantagem no fim do set. Houve uma breve paralisação para o fechamento do teto retrátil do Arthur Ashe Stadium, mas que mudou pouquíssimo a dinâmica da partida. O sérvio continuava a controlar o ritmo das ações dentro de quadra, subindo o nível nos momentos mais importantes.

Já no quarto set, com Berrettini desgastado, o backhand do italiano era cada vez menos eficiente e ele recorria cada vez mais aos slices, tornando-se ainda mais vulnerável aos ataques do sérvio. Djokovic conseguiu duas novas quebras e fechou a partida sem correr riscos. Berrettini liderou a contagem de aces por 17 a 12, mas Djokovic terminou a partida com mais winners, 44 a 42, e cometeu bem menos erros não-forçados, 28 contra 43 do italiano. Diante de um dos grandes sacadores do circuito, o sérvio criou 16 break-points na partida e conseguiu cinco quebras, tendo perdido apenas um game de serviço.

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