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Raducanu: 'Tenho fome de vencer a cada jogo'
09/09/2021 às 00h01

Britânica foi disputando torneios cada vez mais fortes até ganhar ritmo e confiança para o US Open

Foto: Garrett Ellwood/USTA

Nova York (EUA) - Semifinalista do US Open com apenas 18 anos, Emma Raducanu já venceu oito jogos no Grand Slam norte-americano desde que estreou no qualificatório e ainda não perdeu nenhum set. A jovem britânica, que atualmente ocupa apenas o 150º lugar do ranking, diz que o segredo para chegar tão longe na competição foi pensar no curto prazo e se manter motivada a cada pequeno passo.

"Tenho fome de vencer todas as partidas que jogo, então não quero me precipitar de forma alguma, porque gosto de viver um dia de cada vez. Se eu cuidar do que posso controlar, isso me dará a melhor chance. Até agora, acho que funcionou muito bem para que eu pudesse apenas me concentrar em um ponto de cada vez. É o que me levou a essa fase e não vou mudar nada", disse Raducanu, que enfrenta na semifinal a grega Maria Sakkari, 18ª do ranking.

A britânica superou nesta quarta-feira a suíça Belinda Bencic, número 12 do mundo e atual campeã olímpica, por 6/3 e 6/4. "Estou muito feliz por ter vencido hoje. Belinda é uma grande adversária e tem uma medalha de ouro olímpica, o que é provavelmente um dos maiores feitos do esporte. Sabia que seria uma partida extremamente difícil'.

"Precisei fazer alguns ajustes no início para me acostumar com a velocidade da bola dela, porque ela foi muito agressiva. Mas depois de me ajustar, eu me acomodei e não pressionei tanto. Encontrei uma maneira de ganhar, mas era muito difícil jogar contra alguém de um nível tão alto", comenta a jovem jogadora, que sofreu uma quebra de serviço logo no início da partida, mas terminou o 1º set vencendo cinco games seguidos e depois conseguiu a única quebra da parcial seguinte.

'Tive que melhorar o meu jogo a cada torneio', disse a britânica

O US Open é apenas o segundo Grand Slam que Raducanu disputa na chave principal e ela já é semifinalista. A britânica havia recebido um convite para jogar em Wimbledon e venceu três jogos, antes de abandonar nas oitavas de final. Desde então, jogou o WTA 500 de San Jose como convidada e partiu para dois torneios menores no piso duro, um ITF W100 em Landisville e o WTA 125 de Chicago, em que conseguiu ritmo de jogo e bons resultados nas quadras sintéticas.

"Joguei alguns torneios de quadra dura. E eles foram muito bons para eu me ajustar ao piso, porque é completamente diferente da grama. Você se safa com muito menos, eu diria. Depois de quatro semanas, acho que ir aumentando os níveis nos torneios fez o meu jogo melhorar. A cada torneio mais forte que eu jogava, tive que melhorar meu jogo. Então, eu cheguei muito bem ao US Open, que é um Grand Slam e onde estão todas as melhores jogadoras. Acho que trabalhei meu caminho até este nível gradualmente e a quantidade de jogos que fiz ajudou muito com minha confiança".

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