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Stefani tenta ser a 3ª brasileira em uma final de Slam
08/09/2021 às 19h17

Stefani pode se juntar a Maria Esther Bueno e Claudia Monteiro entre as finalistas de Slam

Foto: Arquivo

Nova York (EUA) - Depois de garantir vaga na semifinal de duplas femininas do US Open e garantir o melhor resultado de uma brasileira no torneio em 53 anos, Luísa Stefani tem a chance de conseguir mais um feito histórico para o país. Ela pode se tornar apenas a terceira mulher brasileira a disputar uma final de Grand Slam.

Stefani e a canadense Gabriela Dabrowski enfrentam na próxima sexta-feira em Nova York as jovens norte-americanas Coco Gauff, de 17 anos, e Caty McNally, 19, que eliminaram a belga Elise Mertens e a taiwanesa Su-Wei Hiseh, principais cabeças de chave e atuais campeãs de Wimbledon, por 6/3 e 7/6 (7-1) nesta quarta-feira. Do outro lado da chave, Samantha Stosur e Shuai Zhang tentam manter o embalo após o título de Cincinnati. Elas enfrentam a chilena Alexa Guarachi e a norte-americana Desirae Krawczyk.

A maior vencedora da história do tênis brasileiro é Maria Esther Bueno, que conquistou sete troféus de Grand Slam em simples, onze em duplas e mais um nas duplas mistas. Seu último título foi na chave de duplas no US Open de 1968, ao lado da australiana Margaret Court. Além dela, outra brasileira a ter disputado uma final de Grand Slam foi Cláudia Monteiro, vice-campeã de duplas mistas em Roland Garros, em parceria nacional com Cássio Motta em 1982.

Semifinal inédita rende mais pontos no ranking
Stefani assegurou um lugar na semifinal depois de uma vitória contra as tchecas Marie Bouzkova e Lucie Hradecka por 6/4, 4/6 e 6/1 em 2h10 de partida nesta quarta-feira. "Muito feliz de passar para a semi. É a minha primeira semi de Grand Slam, e obviamente não acabamos por aqui. Cada jogo tem sido duro, difícil, passando por altos e baixos, mas o mais importante é a gente conseguir superar esses momentos difíceis e se manter com a postura certa, a intensidade alta".

"Fizemos isso no terceiro set. Levantamos o ritmo e nível de jogo e fomos mais agressivas desde o começo, jogando melhor, sacando melhor, nos mexendo melhor e a energia foi essencial para fechar o jogo. Estou muito feliz com esse final e vamos levar esse embalo para o próximo jogo", acrescentou a paulistana de 24 anos.

Stefani já havia iniciado o US Open com o melhor ranking da carreira, no 17º lugar. A campanha até a semifinal rende mais 780 pontos para a tenista, que tem a descartar 240 pontos na próxima segunda-feira. Com isso, ela pode ganhar até cinco posições no ranking e assumir o 12º lugar. A vaga na final vale 1.300 pontos e o título 2 mil no total. Se for campeã, ela conseguirá se firmar entre as dez melhores duplistas do mundo.

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